terça-feira, 2 de março de 2010
PICARETAGEM I - CUIDADO!!! GAME FARMVILLE
FarmVille retém dinheiro de doação humanitária
MARINA LANG
da Folha Online
MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online
RICARDO FELTRIN
Secretário de Redação da Folha Online
A empresa Zynga, responsável pelo game virtual "FarmVille", sucesso no Brasil e no mundo, é suspeita de ludibriar jogadores internautas e reter parte nas doações feitas por eles a campanhas humanitárias, como a das vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro. Por meio de uma porta-voz, a empresa nega a suspeita e diz que a contribuição de 100% do que é doado é uma "exceção".
No ano passado, a empresa teria arrecadado US$ 2,7 milhões em doações --mas doou apenas a metade deste valor. Procurada pela Folha Online, a a porta-voz disse que a fatia de doação retirada é uma "prática comum" da companhia. Ela disse ainda que informou aos usuários do game acerca da divisão dos valores doados.
Para atrair doação ao Haiti, FarmVille montou "fundo" virtual

Logomarca do fundo de arrecadação de donativos para o Haiti no FarmVille; empresa pegou parte das doações
A empresa também é suspeita de usar de "truques" para induzir os jogadores a fazer doações quando, na verdade, estão apenas comprando dinheiro virtual para ser usado em FarmVille.
Por e-mail, a empresa informou que doou 50% de valores arrecadados antes do terremoto para as instituições haitianas Fonkoze (de microcrédito), e Fatem, voltada à tecnologia da informação. A companhia, entretanto, se recusou a mencionar o valor arrecadado, porque a Zynga é "uma empresa privada e esta é uma informação ligada à competitividade'.
Entretanto, a Folha Online apurou que uma das organizações citadas, a Fatem, recebeu somente US$ 192 mil da Zynga. Até o fechamento da edição, ninguém da Fonkoze comentou o assunto.
Revelada pela revista "Superinteressante" deste mês, a retenção de doações em 2009 ocorreu em meio a 25 processos relativos a plágios de jogos. A empresa se recusa a dizer quanto foi arrecadado até hoje em doações de jogadores a campanhas humanitárias. Segundo a porta-voz, esta informação é "estratégica".
A Zynga declara que contribuiu, nos primeiros cinco dias de campanha para o Haiti, logo após o terremoto em janeiro, com 100% do que era doado, e que esse montante chegou a US$ 1,5 milhão. Só que a campanha arrecadatória durou pelo menos 10 dias.
Doação ou truque
Em janeiro último, dias após o terremoto do Haiti, surgiu um ícone em FarmVille que, ao ser clicado, convidava os jogadores a doar US$ 10, US$ 20, US$ 30 ou US$ 40 para as vítimas. Após efetuar o pagamento com cartão de crédito, o jogador descobria que não estava contribuindo diretamente com o Haiti, e sim comprando o dinheiro virtual do jogo.
Se quisesse contribuir com as vítimas, aí sim teria de iniciar plantações e colheitas de milho branco virtual (a popular canjica), e somente o que fosse plantado e colhido é que seria enviado ao Haiti. Mas, quem comprou US$ 40, por exemplo, jamais conseguiria gastar o total, porque a campanha tinha duração preestabelecida, e não haveria tempo para contribuir com os FV$ 240 adquiridos. A sobra de FV$, após dez dias de colheita, só poderia ser usada novamente no jogo --comprando bens, animais e ou decorações virtuais para as fazendinhas. A porta-voz da empresa nega esta informação, mas a Folha Online a confirmou, efetuando a doação (compra) máxima.
O game "Farmville" roda com o programa flash e tem quase 80 milhões de usuários no mundo --por volta de 20% do total de usuários do Facebook.
No Brasil, o aplicativo é o mais popular entre seus usuários: 1,125 milhão de pessoas estiveram no jogo em janeiro (por volta de 15% dos usuários brasileiros do site), de acordo com dados do Ibope.
MARINA LANG
da Folha Online
MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online
RICARDO FELTRIN
Secretário de Redação da Folha Online
A empresa Zynga, responsável pelo game virtual "FarmVille", sucesso no Brasil e no mundo, é suspeita de ludibriar jogadores internautas e reter parte nas doações feitas por eles a campanhas humanitárias, como a das vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro. Por meio de uma porta-voz, a empresa nega a suspeita e diz que a contribuição de 100% do que é doado é uma "exceção".
No ano passado, a empresa teria arrecadado US$ 2,7 milhões em doações --mas doou apenas a metade deste valor. Procurada pela Folha Online, a a porta-voz disse que a fatia de doação retirada é uma "prática comum" da companhia. Ela disse ainda que informou aos usuários do game acerca da divisão dos valores doados.
Para atrair doação ao Haiti, FarmVille montou "fundo" virtual

Logomarca do fundo de arrecadação de donativos para o Haiti no FarmVille; empresa pegou parte das doações
A empresa também é suspeita de usar de "truques" para induzir os jogadores a fazer doações quando, na verdade, estão apenas comprando dinheiro virtual para ser usado em FarmVille.
Por e-mail, a empresa informou que doou 50% de valores arrecadados antes do terremoto para as instituições haitianas Fonkoze (de microcrédito), e Fatem, voltada à tecnologia da informação. A companhia, entretanto, se recusou a mencionar o valor arrecadado, porque a Zynga é "uma empresa privada e esta é uma informação ligada à competitividade'.
Entretanto, a Folha Online apurou que uma das organizações citadas, a Fatem, recebeu somente US$ 192 mil da Zynga. Até o fechamento da edição, ninguém da Fonkoze comentou o assunto.
Revelada pela revista "Superinteressante" deste mês, a retenção de doações em 2009 ocorreu em meio a 25 processos relativos a plágios de jogos. A empresa se recusa a dizer quanto foi arrecadado até hoje em doações de jogadores a campanhas humanitárias. Segundo a porta-voz, esta informação é "estratégica".
A Zynga declara que contribuiu, nos primeiros cinco dias de campanha para o Haiti, logo após o terremoto em janeiro, com 100% do que era doado, e que esse montante chegou a US$ 1,5 milhão. Só que a campanha arrecadatória durou pelo menos 10 dias.
Doação ou truque
Em janeiro último, dias após o terremoto do Haiti, surgiu um ícone em FarmVille que, ao ser clicado, convidava os jogadores a doar US$ 10, US$ 20, US$ 30 ou US$ 40 para as vítimas. Após efetuar o pagamento com cartão de crédito, o jogador descobria que não estava contribuindo diretamente com o Haiti, e sim comprando o dinheiro virtual do jogo.
Se quisesse contribuir com as vítimas, aí sim teria de iniciar plantações e colheitas de milho branco virtual (a popular canjica), e somente o que fosse plantado e colhido é que seria enviado ao Haiti. Mas, quem comprou US$ 40, por exemplo, jamais conseguiria gastar o total, porque a campanha tinha duração preestabelecida, e não haveria tempo para contribuir com os FV$ 240 adquiridos. A sobra de FV$, após dez dias de colheita, só poderia ser usada novamente no jogo --comprando bens, animais e ou decorações virtuais para as fazendinhas. A porta-voz da empresa nega esta informação, mas a Folha Online a confirmou, efetuando a doação (compra) máxima.
O game "Farmville" roda com o programa flash e tem quase 80 milhões de usuários no mundo --por volta de 20% do total de usuários do Facebook.
No Brasil, o aplicativo é o mais popular entre seus usuários: 1,125 milhão de pessoas estiveram no jogo em janeiro (por volta de 15% dos usuários brasileiros do site), de acordo com dados do Ibope.
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FARMVILLE - PICARETAGEM
segunda-feira, 1 de março de 2010
DESPERDÍCIO MILIONÁRIO DE REMÉDIOS E INSUMOS MÉDICOS
Autoridades deixaram R$ 15,6 milhões em produtos perderem o prazo de validade, entre julho e novembro do ano passado. Material ficou estocado em vez de ser distribuído a hospitais públicos ou a pacientes em tratamento

POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio - Medicamentos, materiais médico-hospitalares e insumos como luvas e gazes, que deveriam ter sido usados em hospitais ou disponibilizados para a população, perderam o prazo de validade na Central Geral de Abastecimento do estado, em Niterói. De acordo com relatório preliminar do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil desperdiçou R$ 15,6 milhões com produtos que perderam o prazo, entre julho e novembro do ano passado.
Entre o material inutilizado estavam R$ 649,6 mil em medicamentos que fazem parte da grade de remédios excepcionais, que devem ser fornecidos a pacientes com doenças crônicas, como esclerose múltipla, Parkinson, hepatite B e C e outras de alto custo. O desperdício deixou indignados os doentes que dependem do fornecimento de medicamentos do estado, que é feito na Farmácia Estadual que funciona no prédio do Iaserj, no Centro.
Pacientes revoltados
“Tantas pessoas precisando de remédio e o estado deixa estragar. Eu fico triste não só por mim”, disse o aposentado Luis Favrat, 69 anos. Com parkinson, Luis precisa de dois remédios. Quarta-feira, ele saiu de casa em Olaria e não conseguiu um deles, o Prolopa, que custa R$ 45 a caixa. “Falaram para voltar segunda-feira”. Com os R$ 15,6 milhões jogados no lixo, o estado compraria 348 mil caixas do remédio que o aposentado precisa.
Portadores de esclerose múltipla também poderiam ser beneficiados com a verba desperdiçada. “Há mais de um mês, o estado não entrega o Interferon Beta 1A. Os pacientes estão desesperados porque sem a medicação aumenta o risco de crises que podem deixar graves sequelas”, diz Neusa Rocha, presidente da Associação Força e União dos Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla.
Com os R$ 15 milhões perdidos, o estado poderia ter comprado pelo menos 1.744 caixas de Interferon Beta 1A, que tem preço máximo ao consumidor R$ 9 mil.
“É uma falta de respeito, de cuidado, de tudo.Por que o estado não usou os milhões para comprar o Interferon que está em falta e é vital para os doentes?”, disse Neusa.
A vistoria do Denasus foi feita a pedido do Ministério Público Federal, que assinou Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria Estadual de Saúde, em 2007, renovado em 2008. Entre as determinações que deveriam ter sido cumpridas pelo estado está a construção de nova farmácia de dispensação, que deveria ter sido concluída em agosto de 2009.
Segundo o Denasus, em novembro apenas 40,4% da obra estava concluída. O relatório indica condições precárias na farmácia do estado, por enquanto no Iaserj, além da falta de 29 medicamentos.
Secretário denunciou gestão anterior
Não foi a primeira vez que medicamentos perdem a validade na Central Geral de Abastecimento. Em julho de 2007, o estado divulgou a descoberta de R$ 20,4 milhões de remédios e outros itens, como vacinas e sondas, vencidos entre 1999 e 2007.
“O que encontramos aqui é mais do que desorganização: é falta de cuidado com o dinheiro público e com a saúde da população, que não tinha acesso aos medicamentos que, estocados, perdiam a validade”, afirmou, em 20 de julho de 2007, o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, que na época referia-se aos produtos que perderam a validade na gestão anterior à sua.
Na época, Côrtes comunicou o fato ao Ministério Público e à polícia. “Temos um caso de improbidade administrativa e, ao que parece, criminal”, disse, em 2007.
Procurada para explicar o atual desperdício, apontado pelo Denasus no relatório feito em novembro do ano passado, no entanto, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil argumentou que o relatório é preliminar. E negou que o valor do prejuízo seja de R$ 15,6 milhões. “O valor do descarte — que refere-se a toda perda registrada durante o ano de 2009 — foi de R$ 8,1 milhões”, disse em nota.
O órgão alegou que o valor representa 1,48% de suas compras e que o percentual “está dentro dos padrões internacionais”. Diz ainda que “vem trabalhando para reduzir cada vez mais as perdas por descartes de medicamentos, insumos e equipamentos.” O estado não explicou a razão de não ter inaugurado a nova farmácia em agosto e afirma que será aberta no primeiro semestre.

POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio - Medicamentos, materiais médico-hospitalares e insumos como luvas e gazes, que deveriam ter sido usados em hospitais ou disponibilizados para a população, perderam o prazo de validade na Central Geral de Abastecimento do estado, em Niterói. De acordo com relatório preliminar do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil desperdiçou R$ 15,6 milhões com produtos que perderam o prazo, entre julho e novembro do ano passado.
Entre o material inutilizado estavam R$ 649,6 mil em medicamentos que fazem parte da grade de remédios excepcionais, que devem ser fornecidos a pacientes com doenças crônicas, como esclerose múltipla, Parkinson, hepatite B e C e outras de alto custo. O desperdício deixou indignados os doentes que dependem do fornecimento de medicamentos do estado, que é feito na Farmácia Estadual que funciona no prédio do Iaserj, no Centro.
Pacientes revoltados
“Tantas pessoas precisando de remédio e o estado deixa estragar. Eu fico triste não só por mim”, disse o aposentado Luis Favrat, 69 anos. Com parkinson, Luis precisa de dois remédios. Quarta-feira, ele saiu de casa em Olaria e não conseguiu um deles, o Prolopa, que custa R$ 45 a caixa. “Falaram para voltar segunda-feira”. Com os R$ 15,6 milhões jogados no lixo, o estado compraria 348 mil caixas do remédio que o aposentado precisa.
Portadores de esclerose múltipla também poderiam ser beneficiados com a verba desperdiçada. “Há mais de um mês, o estado não entrega o Interferon Beta 1A. Os pacientes estão desesperados porque sem a medicação aumenta o risco de crises que podem deixar graves sequelas”, diz Neusa Rocha, presidente da Associação Força e União dos Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla.
Com os R$ 15 milhões perdidos, o estado poderia ter comprado pelo menos 1.744 caixas de Interferon Beta 1A, que tem preço máximo ao consumidor R$ 9 mil.
“É uma falta de respeito, de cuidado, de tudo.Por que o estado não usou os milhões para comprar o Interferon que está em falta e é vital para os doentes?”, disse Neusa.
A vistoria do Denasus foi feita a pedido do Ministério Público Federal, que assinou Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria Estadual de Saúde, em 2007, renovado em 2008. Entre as determinações que deveriam ter sido cumpridas pelo estado está a construção de nova farmácia de dispensação, que deveria ter sido concluída em agosto de 2009.
Segundo o Denasus, em novembro apenas 40,4% da obra estava concluída. O relatório indica condições precárias na farmácia do estado, por enquanto no Iaserj, além da falta de 29 medicamentos.
Secretário denunciou gestão anterior
Não foi a primeira vez que medicamentos perdem a validade na Central Geral de Abastecimento. Em julho de 2007, o estado divulgou a descoberta de R$ 20,4 milhões de remédios e outros itens, como vacinas e sondas, vencidos entre 1999 e 2007.
“O que encontramos aqui é mais do que desorganização: é falta de cuidado com o dinheiro público e com a saúde da população, que não tinha acesso aos medicamentos que, estocados, perdiam a validade”, afirmou, em 20 de julho de 2007, o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, que na época referia-se aos produtos que perderam a validade na gestão anterior à sua.
Na época, Côrtes comunicou o fato ao Ministério Público e à polícia. “Temos um caso de improbidade administrativa e, ao que parece, criminal”, disse, em 2007.
Procurada para explicar o atual desperdício, apontado pelo Denasus no relatório feito em novembro do ano passado, no entanto, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil argumentou que o relatório é preliminar. E negou que o valor do prejuízo seja de R$ 15,6 milhões. “O valor do descarte — que refere-se a toda perda registrada durante o ano de 2009 — foi de R$ 8,1 milhões”, disse em nota.
O órgão alegou que o valor representa 1,48% de suas compras e que o percentual “está dentro dos padrões internacionais”. Diz ainda que “vem trabalhando para reduzir cada vez mais as perdas por descartes de medicamentos, insumos e equipamentos.” O estado não explicou a razão de não ter inaugurado a nova farmácia em agosto e afirma que será aberta no primeiro semestre.
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MEDICAMENTOS - DESVIOS - SUCATEADOS
VEÍCULOS DE GUERRA DO EXÉRCITO BRASILEIRO ESTÃO SENDO VENDIDOS EM FERRO VELHO DO RIO DE JANEIRO
Veículos de guerra vão parar em ferro velho
Caminhões desviados à luz do dia de quartel do Rio são oferecidos a colecionadores
POR MAHOMED SAIGG
Rio - Veículos de guerra, viaturas do Exército Brasileiro estão sendo vendidas em ferros-velhos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Usados pelas tropas americanas na Guerra da Coréia, no início dos anos 50, jipes e caminhões que deveriam estar guardados no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, foram encontrados por equipe de O DIA escondidos em depósitos clandestinos.

Caminhão que estava em regimento especializado aguarda comprador em pátio de Itaboraí | Foto: Mahomed Saigg / Agência O Dia
Negociados a peso de ouro com colecionadores de vários estados do País, principalmente São Paulo, os veículos são garantia de lucro alto para os envolvidos no esquema. Em alguns casos, as viaturas chegam a custar R$ 30 mil, só a lataria, sem motor. Se estiverem completos e em bom estado de conservação, os veículos podem custar até R$ 70 mil no mercado de colecionadores.
Quando não são vendidas por inteiro, as viaturas são desmontadas e as peças comercializadas uma a uma, garatindo ganhos ainda maiores para quem desvia o material das unidades militares. Formada por civis e militares, a quadrilha já teria lucrado R$ 600 mil com o extravio de, pelo menos, 20 equipamentos entre peças e viaturas.
Durante três semanas O DIA visitou alguns desses ferros-velhos. Num dos endereços, em Itaboraí, nossa equipe encontrou vários veículos oficias e várias peças que seriam de viaturas do Exército. Pelo menos dois caminhões e um capô de caminhão foram retirados de maneira clandestinamente do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar.
Com uma microcâmera escondida foi possível fazer imagens do material e do local onde eram mantidos à espera de uma boa oferta. Sem saber que estavam sendo filmados, um casal dono de um dos ferros-velhos contou que já estão no ramo há 20 anos.
Procurado para falar sobre os desvios, o Comando Militar do Leste informou que foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso. O IPM, no entanto, só foi instaurado após a conclusão de uma sindicância que confirmou a entrada de pessoas não autorizadas — civis e militares — em áreas restritas do quartel onde eram guardadas as viaturas.
As investigações ainda estão em andamento, mas informações já obtidas pelos oficiais que conduzem o IPM indicam que entre as peças que desapareceram dos depósitos do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar estão: motor e caixas de transferências de caminhão do tipo REO, motor de ônibus Mercedes Benz e de Jeep modelo JPX, entre outras. Até um caminhão inteiro sumiu dentro da unidade.
As peças teriam saído do quartel a preços que variaram entre R$ 1 mil e R$ 4 mil. Já o caminhão inteiro negociado por R$ 7 mil. O dinheiro teria sido pago a militares que facilitaram o acesso dos civis aos depósitos e também a saída do material do quartel do Exército.
Para que sejam vendidas, as peças e veículos militares devem ser alienadas através de leilão ou licitação pública. Nestes casos os interessados devem ser avisados por meio de cartas-convite ou editais publicados em Diário Oficial. Tais procedimentos, no entanto, não foram realizados.
Ao que tudo indica, os responsáveis pelos desvios apostaram na falta de controle interno do Exército, que possui a relação de todas as viaturas que foram declaradas inúteis, ou ‘descarregadas’ na linguagem interna. Como já se sabe que a retirada dos veículos ocorreu em momentos variados — dentro e fora do horário de expediente — e de maneira dissimulada, oficiais em postos de comando e praças encarregados pela guarda do material desviado serão chamados para depor no IPM. Os colecionadores que compraram o material no mercado paralelo também podem responder criminalmente por receptação de material roubado do Exército.
As investigações começaram após denúncia de donos de ferros-velhos especializados no comércio de sucatas de carros militares. Eles reclamaram do sumiço das peças mais procuradas por colecionadores das concorrências públicas em que o Exército negocia equipamentos que não tem mais utilidade para a Força.
A escassez de peças não condizia, segundo eles, com o programa de desmobilização de viaturas que é acompanhado de perto por estes comerciantes. Apesar de se sentirem prejudicados, eles temiam que a sindicância interna demorasse a estancar o extravio das peças que, no mercado de colecionadores, estão sendo vendidas acima dos preços habituais.
Cruzamento de dados revelerá total desviado
Para tomar conhecimento do extravio é necessario cruzar o que existe fisicamente nos quartéis com o que foi alienado em leilão e com que consta no papel como contando dops depósitos. Sem a denúncia que agora é investigada pelo Comando Militar esse cruzamento poderia nunca ser feito ou ser feito tardiamente quando não daria mais para localizar o paradeiro do material extraviado.
Como os extravios ocorreram durante o expediente e fora dele, de maneira dissimulada, oficiais em postos de comando e praças encarregados pela guarda do material desviado serão chamados a depor no Inquérito Policial Militar.
“Com a divulgação na mídia provavelmente o comandante Militar do Leste ou da 1ª Região Militar colocarão pressão para que a investigação ocorra com eficiência para dar uma resposta à sociedade, principalmente porque há a possibilidade de o Ministério Público Militar solicitar esclarecimentos”, aposta dono de ferro velho.
“O importante é provocar os investigadores, pois ficarão com receio de e se complicarem com a justiça militar”, completa.
Caminhões desviados à luz do dia de quartel do Rio são oferecidos a colecionadores
POR MAHOMED SAIGG
Rio - Veículos de guerra, viaturas do Exército Brasileiro estão sendo vendidas em ferros-velhos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Usados pelas tropas americanas na Guerra da Coréia, no início dos anos 50, jipes e caminhões que deveriam estar guardados no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, foram encontrados por equipe de O DIA escondidos em depósitos clandestinos.

Caminhão que estava em regimento especializado aguarda comprador em pátio de Itaboraí | Foto: Mahomed Saigg / Agência O Dia
Negociados a peso de ouro com colecionadores de vários estados do País, principalmente São Paulo, os veículos são garantia de lucro alto para os envolvidos no esquema. Em alguns casos, as viaturas chegam a custar R$ 30 mil, só a lataria, sem motor. Se estiverem completos e em bom estado de conservação, os veículos podem custar até R$ 70 mil no mercado de colecionadores.
Quando não são vendidas por inteiro, as viaturas são desmontadas e as peças comercializadas uma a uma, garatindo ganhos ainda maiores para quem desvia o material das unidades militares. Formada por civis e militares, a quadrilha já teria lucrado R$ 600 mil com o extravio de, pelo menos, 20 equipamentos entre peças e viaturas.
Durante três semanas O DIA visitou alguns desses ferros-velhos. Num dos endereços, em Itaboraí, nossa equipe encontrou vários veículos oficias e várias peças que seriam de viaturas do Exército. Pelo menos dois caminhões e um capô de caminhão foram retirados de maneira clandestinamente do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar.
Com uma microcâmera escondida foi possível fazer imagens do material e do local onde eram mantidos à espera de uma boa oferta. Sem saber que estavam sendo filmados, um casal dono de um dos ferros-velhos contou que já estão no ramo há 20 anos.
Procurado para falar sobre os desvios, o Comando Militar do Leste informou que foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso. O IPM, no entanto, só foi instaurado após a conclusão de uma sindicância que confirmou a entrada de pessoas não autorizadas — civis e militares — em áreas restritas do quartel onde eram guardadas as viaturas.
As investigações ainda estão em andamento, mas informações já obtidas pelos oficiais que conduzem o IPM indicam que entre as peças que desapareceram dos depósitos do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar estão: motor e caixas de transferências de caminhão do tipo REO, motor de ônibus Mercedes Benz e de Jeep modelo JPX, entre outras. Até um caminhão inteiro sumiu dentro da unidade.
As peças teriam saído do quartel a preços que variaram entre R$ 1 mil e R$ 4 mil. Já o caminhão inteiro negociado por R$ 7 mil. O dinheiro teria sido pago a militares que facilitaram o acesso dos civis aos depósitos e também a saída do material do quartel do Exército.
Para que sejam vendidas, as peças e veículos militares devem ser alienadas através de leilão ou licitação pública. Nestes casos os interessados devem ser avisados por meio de cartas-convite ou editais publicados em Diário Oficial. Tais procedimentos, no entanto, não foram realizados.
Ao que tudo indica, os responsáveis pelos desvios apostaram na falta de controle interno do Exército, que possui a relação de todas as viaturas que foram declaradas inúteis, ou ‘descarregadas’ na linguagem interna. Como já se sabe que a retirada dos veículos ocorreu em momentos variados — dentro e fora do horário de expediente — e de maneira dissimulada, oficiais em postos de comando e praças encarregados pela guarda do material desviado serão chamados para depor no IPM. Os colecionadores que compraram o material no mercado paralelo também podem responder criminalmente por receptação de material roubado do Exército.
As investigações começaram após denúncia de donos de ferros-velhos especializados no comércio de sucatas de carros militares. Eles reclamaram do sumiço das peças mais procuradas por colecionadores das concorrências públicas em que o Exército negocia equipamentos que não tem mais utilidade para a Força.
A escassez de peças não condizia, segundo eles, com o programa de desmobilização de viaturas que é acompanhado de perto por estes comerciantes. Apesar de se sentirem prejudicados, eles temiam que a sindicância interna demorasse a estancar o extravio das peças que, no mercado de colecionadores, estão sendo vendidas acima dos preços habituais.
Cruzamento de dados revelerá total desviado
Para tomar conhecimento do extravio é necessario cruzar o que existe fisicamente nos quartéis com o que foi alienado em leilão e com que consta no papel como contando dops depósitos. Sem a denúncia que agora é investigada pelo Comando Militar esse cruzamento poderia nunca ser feito ou ser feito tardiamente quando não daria mais para localizar o paradeiro do material extraviado.
Como os extravios ocorreram durante o expediente e fora dele, de maneira dissimulada, oficiais em postos de comando e praças encarregados pela guarda do material desviado serão chamados a depor no Inquérito Policial Militar.
“Com a divulgação na mídia provavelmente o comandante Militar do Leste ou da 1ª Região Militar colocarão pressão para que a investigação ocorra com eficiência para dar uma resposta à sociedade, principalmente porque há a possibilidade de o Ministério Público Militar solicitar esclarecimentos”, aposta dono de ferro velho.
“O importante é provocar os investigadores, pois ficarão com receio de e se complicarem com a justiça militar”, completa.
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EXÉRCITO BRASILEIRO - VEÍCULOS
MAÇONARIA
Tribunal de maçons

Desembargadores e juízes são afastados sob a acusação de desviar verbas da Justiça para a ordem
Ana Aranha e Danilo Venticinque

GRÃO MESTRE
Ferreira Leite, acusado de desviar verba do Tribunal para a maçonaria; abaixo, a sede da entidade, em CuiabáPor dois anos, entre 2003 e 2005, era difícil discernir, dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, quem era da hierarquia do Judiciário de quem era da cúpula da maçonaria no Estado. O desembargador José Ferreira Leite era presidente do tribunal e grão-mestre da ordem maçônica. Os juízes Horácio da Silva Neto e Marcelo Barros, auxiliares de Ferreira no tribunal, eram também seus assessores jurídicos na maçonaria. E os juízes Irênio Lima Fernandes e Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, ocupavam, respectivamente, os cargos de presidente do Tribunal Eleitoral Maçônico e deputado da Assembleia Legislativa Maçônica.
Desde terça-feira passada, eles se encontram apenas na maçonaria. Todos foram afastados de suas funções pelo Conselho Nacional de Justiça, junto com outros dois desembargadores e três juízes. Foi a maior punição coletiva aplicada a magistrados. Eles são acusados de desviar para a maçonaria mais de R$ 1,4 milhão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
O processo do CNJ revela como a mistura entre público e privado teria criado condições para o esquema. Segundo a acusação, o grupo agia para cobrir um rombo milionário gerado pela quebra de uma cooperativa de crédito da maçonaria. Criada em 2003, as cotas foram adquiridas por maçons do Mato Grosso, entre eles membros do Judiciário. A cooperativa durou pouco mais de um ano e foi descredenciada pelo Banco Central por falta de liquidez. Para reparar o prejuízo, os magistrados teriam recorrido à liberação de verbas do TJ, com a autorização de Ferreira Leite. Os créditos eram justificados como benefícios atrasados, como auxílio-transporte e moradia, pagos com correção monetária. Um privilégio a que apenas esse grupo tinha acesso. Só em janeiro de 2005, 14 compensações dessa natureza, somando R$ 1 milhão, caíram na conta dos juízes e desembargadores ligados à maçonaria ou a Ferreira Leite. Ao receber o dinheiro, os beneficiados fariam empréstimos à entidade maçônica, supostamente a pedido de Ferreira Leite.
O CNJ investiga outra acusação sobre as ligações entre a maçonaria e a Justiça do Mato Grosso. A denúncia que desencadeou o processo sobre a cooperativa de crédito trazia informações sobre um suposto superfaturamento e desvio de materiais da obra do Fórum de Cuiabá para a construção da sede da maçonaria no estado. Segundo a denúncia, Ferreira Leite também estaria por trás desse esquema. Ele nega. “Como maçom, contribuí com o fundo para a construção da sede. Como desembargador, nunca utilizei meu cargo para arrecadar”.
Ele diz que a sede foi construída com a contribuição dos maçons, que somaram R$ 1,8 milhão, e a venda de imóveis da entidade.
A punição aos dez magistrados foi a aposentadoria compulsória, a pena máxima de processos administrativos que o CNJ pode julgar. Mesmo afastados, continuarão a receber. “É um paradoxo. Uma pena que, na verdade, é um prêmio”, afirma Ives Gandra Martins, conselheiro do CNJ e relator do processo. “A punição máxima deveria ser a perda do cargo, mas isso depende da mudança da lei da magistratura”. Enquanto a lei não muda, uma punição mais severa depende de inquérito criminal que investiga peculato, apropriação de dinheiro público. A pena é de dois a 12 anos de prisão, mas não se aplica a réus primários. Se condenados, os magistrados maçons podem seguir livres para continuar o trabalho na entidade privada – mas sem a aposentadoria pública.

Desembargadores e juízes são afastados sob a acusação de desviar verbas da Justiça para a ordem
Ana Aranha e Danilo Venticinque

GRÃO MESTRE
Ferreira Leite, acusado de desviar verba do Tribunal para a maçonaria; abaixo, a sede da entidade, em CuiabáPor dois anos, entre 2003 e 2005, era difícil discernir, dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, quem era da hierarquia do Judiciário de quem era da cúpula da maçonaria no Estado. O desembargador José Ferreira Leite era presidente do tribunal e grão-mestre da ordem maçônica. Os juízes Horácio da Silva Neto e Marcelo Barros, auxiliares de Ferreira no tribunal, eram também seus assessores jurídicos na maçonaria. E os juízes Irênio Lima Fernandes e Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, ocupavam, respectivamente, os cargos de presidente do Tribunal Eleitoral Maçônico e deputado da Assembleia Legislativa Maçônica.
Desde terça-feira passada, eles se encontram apenas na maçonaria. Todos foram afastados de suas funções pelo Conselho Nacional de Justiça, junto com outros dois desembargadores e três juízes. Foi a maior punição coletiva aplicada a magistrados. Eles são acusados de desviar para a maçonaria mais de R$ 1,4 milhão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
O processo do CNJ revela como a mistura entre público e privado teria criado condições para o esquema. Segundo a acusação, o grupo agia para cobrir um rombo milionário gerado pela quebra de uma cooperativa de crédito da maçonaria. Criada em 2003, as cotas foram adquiridas por maçons do Mato Grosso, entre eles membros do Judiciário. A cooperativa durou pouco mais de um ano e foi descredenciada pelo Banco Central por falta de liquidez. Para reparar o prejuízo, os magistrados teriam recorrido à liberação de verbas do TJ, com a autorização de Ferreira Leite. Os créditos eram justificados como benefícios atrasados, como auxílio-transporte e moradia, pagos com correção monetária. Um privilégio a que apenas esse grupo tinha acesso. Só em janeiro de 2005, 14 compensações dessa natureza, somando R$ 1 milhão, caíram na conta dos juízes e desembargadores ligados à maçonaria ou a Ferreira Leite. Ao receber o dinheiro, os beneficiados fariam empréstimos à entidade maçônica, supostamente a pedido de Ferreira Leite.
O CNJ investiga outra acusação sobre as ligações entre a maçonaria e a Justiça do Mato Grosso. A denúncia que desencadeou o processo sobre a cooperativa de crédito trazia informações sobre um suposto superfaturamento e desvio de materiais da obra do Fórum de Cuiabá para a construção da sede da maçonaria no estado. Segundo a denúncia, Ferreira Leite também estaria por trás desse esquema. Ele nega. “Como maçom, contribuí com o fundo para a construção da sede. Como desembargador, nunca utilizei meu cargo para arrecadar”.
Ele diz que a sede foi construída com a contribuição dos maçons, que somaram R$ 1,8 milhão, e a venda de imóveis da entidade. A punição aos dez magistrados foi a aposentadoria compulsória, a pena máxima de processos administrativos que o CNJ pode julgar. Mesmo afastados, continuarão a receber. “É um paradoxo. Uma pena que, na verdade, é um prêmio”, afirma Ives Gandra Martins, conselheiro do CNJ e relator do processo. “A punição máxima deveria ser a perda do cargo, mas isso depende da mudança da lei da magistratura”. Enquanto a lei não muda, uma punição mais severa depende de inquérito criminal que investiga peculato, apropriação de dinheiro público. A pena é de dois a 12 anos de prisão, mas não se aplica a réus primários. Se condenados, os magistrados maçons podem seguir livres para continuar o trabalho na entidade privada – mas sem a aposentadoria pública.
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" ISLA PRESIDENCIAL" LULA BEBE E SERVE CAIPIRINHA
Depois de naufrágio, Lula bebe e serve caipirinha em "Isla presidencial"
Fábio Góis
Imagine um passeio de barco promovido pelo presidente Lula – que, aliás, serve caipirinha na ocasião para os colegas –, com 12 chefes de Estado, ao final da 74ª Cúpula Ibero-Americana. Agora imagine o naufrágio de tal barco e, no melhor estilo da série de TV Lost, nomes como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina) serem obrigados a se refugiar numa ilha deserta...
Uma vez na ilha, Lula demonstra todo seu espírito brazuca ao minimizar a desdita com doses de caipirinha e apreciar, digamos, os predicados estéticos da colega argentina. A situação surreal é o que se vê no primeiro episódio da série de desenho animado levada ao público pelo portal humorístico venezuelano “El Chiguire Bipolar” – “a capivara bipolar”, na tradução ao pé da letra. Entregues ao sabor das circunstâncias, os presidentes se vêem “sem comida, sem refúgio e sem poder”. Não é preciso lembrar que muita gente ia gostar da desventura...
Assista ao primeiro episódio:ACESSE O LINK LOGO ACIMA, IMPERDÍVEL!!!
A propósito, na primeira cena aparece o restaurante “Che Hugo”, com o seguinte prato do dia no cardápio: “Aguila calva”. Seria uma alusão à “águia anti-imperialista” Fidel Castro?
Por motivos quase óbvios, o alvo principal do site de humor é mesmo o presidente venezuelano – que, na animação, não faz nada, vive dando ordens e ainda protagoniza um ardente romance com o índio Morales! Aliás, uma discussão entre Chávez e o “americanizado” Álvaro Uribe (Colômbia) sobre qual trajetória deveria seguir o barco (esquerda ou direita?) foi o motivo do acidente – a referência cinematográfica fica por conta do nome da embarcação de Lula, “Chitaniqui II”, sarcasticamente pintado com as cores dos Estados Unidos. Ao timão (sem trocadilhos futebolísticos), Lula não segura a onda e colide com uma pedra gigantesca.
Juan Andrés Ravell, um dos roteiristas, disse que outro hilário personagem está por vir nos próximos episódios – não foi incluído no primeiro porque o projeto foi finalizado antes da sua eleição: o ex-bispo e atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que ganhou fama mundial depois de seguidos casos de filhos espalhados pelo país vizinho. Segundo Ravell, Lugo terá uma chegada triunfal e “ainda terá muitos filhos na ilha”. Cristina ou Michele Bachelet (presidente do Chile), qual das duas se habilitaria?
Veja nos próximos capítulos da saga...
Fábio Góis
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ROUBOLATION - ELEIÇÕES 2010

ASSISTA ACIMA O VÍDEO DA MÚSICA: ROUBOLATION - CUIDADO COM OS POLÍTICOS NESTA E EM TODAS AS ÉPOCAS!
"Roubolation" prepara o país para as eleições de outubro
Renata Camargo
A música "Rebolation", do grupo Parangolé, sucesso no Carnaval deste ano, ganhou uma versão “politizada” que promete disparar nas paradas de sucesso. Ao invés de incentivar o “pancadão” e o “swing gostoso”, a nova versão faz uma crítica aos políticos. A canção "Roubolation", cujo videoclipe foi parar no You Tube, tem letra de Maicow Pinto e servirá para esquentar as prévias das eleições que ocorrem em outubro.
Mãos na carteira que vai começar o roubolation, o pegadation, o prometation, o enganation... O roubolation é bom e, se você confirmar nas urnas, fica melhor.
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