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sábado, 28 de agosto de 2010

NETINHO DE PAULA, O SHAO LIN DA COHAB


História em Imagens
REVISTA VEJA

26/08/2010
às 18:55 \ História em Imagens
Netinho de Paula na briga pelo Senado: socos e pontapés com o aval do mano Lula

Em novembro de 2005, durante a festa de entrega do Troféu Raça Negra, em São Paulo, o cantor Netinho de Paula agrediu Rodrigo Scarpa ─ o repórter Vesgo do “Pânico na TV”. O autor da agressão, filmada pela equipe do programa, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 30 mil e as custas do processo. Veja a performance do pugilista.


A estreia oficiosa do lutador ocorreu em fevereiro de 2005, com o espancamento da decoradora Sandra Mendes de Figueiredo Crunfli, com quem estava casado. Segundo o boletim de ocorrência, Netinho “desferiu vários socos no rosto e corpo” de Sandra. Ele achou o relato exagerado. “Nós discutimos”, alegou. “Ela deu tapas, e eu também, mas nada de socos. O machucado maior, que a deixou com hematomas no rosto, foi uma batida que ela deu na porta”. A foto sugere que a porta é truculenta e tem boa pontaria.



Dois anos depois de virar político e eleger-se vereador pelo PCdoB, o prontuário que canta concorre ao Senado pela coligação que ameaça São Paulo com a candidatura de Aloízio Mercadante ao governo estadual. Convencido de que os paulistas merecem ser representados na Casa do Espanto por Netinho de Paula, o mano anda pedindo votos para o companheiro no horário eleitoral. Faz sentido.

sábado, 17 de abril de 2010

OS NOVOS ESTADOS DO BRASIL!

Carajás e Tapajós podem ser os novos Estados do Brasil
Os dois projetos, que já passaram no Senado, têm regime de urgência na Câmara, onde devem ser aprovados este mês



Denise Madueño - O Estado de S.Paulo

A Câmara está na iminência de permitir a criação de mais dois Estados no País. Carajás e Tapajós podem surgir retirando a região sul e sudeste do Pará e a divisa do Estado com o Amazonas. Na noite de quarta-feira, deputados aprovaram requerimento para votar em regime de urgência os dois projetos para haver plebiscito nos municípios envolvidos, passo decisivo no processo de formação dos Estados. A decisão dos parlamentares sinaliza para aprovação dos projetos.

Pelas regras na Câmara, é mais difícil conseguir o regime de urgência – mínimo de 257 votos a favor com registro nominal – do que aprovar esse tipo de projeto, com maioria simples e sem exigência de registro de votos.

Os projetos de decreto legislativo, já aprovados pelos senadores, podem entrar na pauta ainda em abril. Concluída a votação na Câmara, serão promulgados, sem necessidade de sanção do presidente da República. E os plebiscitos devem ocorrer em 2011.

Se o resultado da consulta popular for positivo, um projeto de lei complementar terá de ser votado para disciplinar a forma de criação dos Estados. A votação na quarta-feira passada foi apertada e os projetos passaram quase no limite de votos.

Votação

O projeto de Carajás teve 261 votos a favor (4 a mais do que o mínimo), 53 votos contrários e 14 abstenções. No caso de Tapajós, foram 265 a favor, 51 contrários e 13 abstenções.

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) classificou de "aberração" a proposta de criação dos novos Estados. "Estamos criando mais gastos públicos", protestou. "Os Estados não são viáveis economicamente e quem vai bancar será a União." Ele apontou como aumento de despesas a necessidade de montar as estruturas como o palácio do governo, tribunais de contas e assembleias legislativas.

Desequilíbrio

Madeira prevê desequilíbrio federativo. Cada Estado tem um mínimo de oito deputados, dependendo da população, e três senadores. "Serão mais 16 deputados e seis senadores", criticou. "O Pará já tem 17 deputados e três senadores"

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) contestou o tucano, apresentando tabela comparativas do IBGE. O desmembramento de Goiás para dar lugar ao Tocantins resultou, segundo o levantamento, em crescimento de 155% do PIB no período de 1988 a 2006, para os dois Estados, enquanto o crescimento registrado no País foi de 58% do PIB. Crescimento também foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, após a divisão.

"Se fizessem estudo de viabilidade econômica para criação de Tocantins, diriam que ele não seria viável. Tocantins era o corredor da miséria e se transformou em potência", disse Queiroz. "Em Tocantins, 80% das cidades têm água encanada, tratada e potável. No Pará, em 80% das cidades, a água não chega às casas."

A dimensão territorial do Pará, com a distância do centro de decisão, é apontada pelos defensores dos novos Estados como um fator do fraco desenvolvimento das regiões. Queiroz atribui à ausência do Estado os diversos problemas na Amazônia, como regularização fundiária, falta de promoção social para a população e existência de madeireiras ilegais. "O Estado não se antecipa com ações", avaliou.

A área de Tapajós ocupa 58% do Estado do Pará. Menos extenso, mas com a maior reserva de minério e a represa de Tucuruí em seu território, a região conhecida por Carajás tem tamanho semelhante ao Equador e um pouco maior do que a Inglaterra.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SENADO BRASILEIRO


Meninos desobedientes - Revista Época

O Senado desobedeceu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e manteve no cargo o senador Expedito Júnior (PSDB-RO), depois de encaminhar o caso para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A posse do substituto teve de ser desmarcada. O senador Expedito Júnior foi cassado pela Justiça Eleitoral de Rondônia em 2008, decisão confirmada pelo STF em junho deste ano, por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006. Na semana passada, o STF mandou o segundo colocado nas eleições, Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO), assumir o lugar de Expedito. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou publicar a decisão e convocou o pedetista a assumir a cadeira, mas ao mesmo tempo reuniu a Mesa Diretora para deliberar sobre o assunto. Mais uma vez, ficou decidido ignorar o Supremo e aceitar o recurso de Expedito ontem para que ele pudesse se defender na CCJ. A decisão revoltou o PDT, que promete ingressar no Supremo para comunicar o que considera uma insubordinação do Senado. De acordo com a Folha (para assinantes), Sarney admitiu que a decisão pode ser interpretada como uma afronta ao STF e, por isso, disse que votou contra o adiamento.