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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DILMA ROUSSEF, ELEITA PRESIDENTE DO BRASIL!!!

Vox Populi: Dilma abre vantagem de 16 pontos
A petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto José Serra tem 29%.

Redação Época, com Agência Estado
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A mais recente pesquisa Vox Populi de intenções de voto, divulgada nesta terça-feira, mostra que a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou em 16 pontos a vantagem sobre o seu principal adversário na corrida eleitoral, José Serra (PSDB). Na mostra, a petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB tem 29%. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa em 1º turno, levando em conta os votos válidos. Na mostra anterior, veiculada no dia 23 de julho, a diferença entre os dois candidatos era de oito pontos – Dilma tinha 41% e Serra figurava com 33%.

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, pontuou 8%, o mesmo patamar registrado em julho, e os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 5% e 12% não sabem ou não responderam em quem vão votar.

A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores, entre os dias 7 e 10 de agosto. O intervalo de confiança estimado é de 95%, e a margem de erro máxima é de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 22.956/2010.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

sábado, 15 de agosto de 2009

NÃO IMITE A DILMA: CONTE A VERDADE NO CURRÍCULO

Não imite a Dilma: conte a verdade no currículo
30 de julho de 2009

Por Natalia Cuminale




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REVISTAS ABRILMAIS INFORMAÇÕES
Pós-graduação, mestrado, doutorado e experiência internacional. Títulos que causam boa impressão ao serem anunciados em um currículo, mas que podem acabar com qualquer credibilidade se não forem verdadeiros. Recentemente, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o neto do presidente do Senado, José Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, foram personagens de situações constrangedoras.

Em seu currículo no site da Casa Civil, Dilma dizia ter feito mestrado e doutorado. Já Amorim, afirmava ter completado doutorado em ciências políticas/relações internacionais pela London School of Economics (LSE). Já o neto de Sarney soltou nota garantindo ter qualificações suficientes para não precisar da influência do avô. Segundo o próprio José Adriano, ele fez pós-graduação em Harvard. As informações, porém, não estavam de acordo com a verdade.

O hábito de exaltar competências em currículos não se restringe ao mundo da política. De acordo com especialistas consultados por VEJA.com, afirmar ter completado um curso inacabado e aumentar o grau de formação estão entre as trapaças mais comuns realizadas por pessoas que buscam um emprego. "Uma coisa é dar destaque para o que de fato você fez, outra é incluir algo que você não fez", diz Marcelo Abrileri, presidente do site Curriculum.com.br.

Segundo Abrileri, na maioria dos casos, a empresa não costuma checar os dados e alguns candidatos se aproveitam dessa atitude para tirar vantagem. O problema começa, é claro, quando a verdade é descoberta. "A consequência é desastrosa. Uma mentira lança dúvida sobre as demais informações acerca daquele profissional", diz.

"O objetivo de quem mente é encantar o entrevistador. Mas, com certeza, ao adotar uma postura não ética, o candidato vai causar uma imagem negativa e pode perder a oportunidade naquela empresa", completa Lizete Araújo, vice-presidente de planejamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional). "Currículo é um documento, um registro. Você não pode mentir ali."

Mentiras mais comuns dos currículos
Trapaças mais utilizadas por quem procura um emprego




Curso inacabado: o candidato jura ter terminado
Formação: pós, MBA e doutorado são mentiras comuns
Idioma estrangeiro: o candidato diz ser fluente, mas na verdade só fala o básico
CV turbinado: supervalorização de experiências anteriores

Experiência internacional



Fontes: Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br ; Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online e Lizete Araújo, vice-presidente de Planejamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos



Artimanhas aceitas – Se, por um lado, as mentiras são condenadas, por outro, omitir informações é uma prática aceitável, segundo a consultora de RH da Catho Online Daniela Correa. "Orientamos os candidatos a não inserir no currículo informações que possam causar um pré-conceito, como motivo de demissão do emprego anterior, faculdade trancada e idade", explica. "Isso funciona para evitar a primeira barreira e dá a chance de depois conversar com o recrutador a respeito daqueles temas", acrescenta.

Outra dica é ressaltar participações em projetos de visibilidade e colocar cursos relacionados à área da vaga almejada. "Se a pessoa quer ser secretária, não deve dizer que fez um curso de culinária - mas um treinamento em Word. Se ela quiser ser cozinheira, informa o curso de culinária", exemplifica Abrileri.



Dicas para uma boa apresentação




Objetividade: informe apenas as experiências relevantes para o cargo almejado
Idioma: evite erros gramaticais
Verdade, só a verdade: não invente informações
Adequação: não envie o currículo se você não se adequa à vaga

Relevância: ressalte sua participação em projetos importantes



Fontes: Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br ; Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online e Lizete Araújo, vice-presidente de Planejamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos

domingo, 12 de julho de 2009

DILMA ROUSSEF E SUA FICHA CRIMINAL



Ficha criminal de Dilma Rousseff rola na net

Já é até notícia em jornais o fato da ficha criminal, denominada de currículo vitae, da ministra Dilma Rousseff que rolou durante a semana na internet.

O fato é que a verdadeira ficha abre uma lacuna entre a Dilma assaltante de bancos e terrorista com a Dilma ministra e pré-candidata.

O fato ganhou proporções e não se sabe aonde isso pode prejudicar a queridinha de Lula na corrida em 2010.

Acima as fichas que rolam na net.


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O cérebro do roubo ao cofre

Com passado pouco conhecido,
a ministra envolveu-se em ações
espetaculares da guerrilha

Alexandre Oltramari


Antonio Milena
A ficha nos arquivos militares de Dilma Rousseff, hoje ministra das Minas e Energia: só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armamentos em unidades do Exército no Rio de Janeiro

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O que é isso, companheiros?

No atual governo, há dois ex-guerrilheiros com posto de ministro de Estado. Um é o ex-presidente do PT, José Dirceu, ministro da Casa Civil, cuja trajetória política é bastante conhecida. Foi preso pelo regime militar, recebeu treinamento de guerrilha em Cuba e, antes de voltar às escondidas para o Brasil, submeteu-se a uma cirurgia plástica no rosto para despistar a polícia. O outro integrante do primeiro escalão com passagem pela guerrilha contra a ditadura militar é a ministra Dilma Rousseff, das Minas e Energia — mulher de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e passado que poucos conhecem. Até agora, tudo o que se disse a respeito da ministra dava conta apenas de que combatera nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR-Palmares, um dos principais grupos armados da década de 60. Dilma Rousseff, no entanto, teve uma militância armada muito mais ativa e muito mais importante. Ela, ao contrário de José Dirceu, pegou em armas, foi duramente perseguida, presa e torturada e teve papel relevante numa das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil — o célebre roubo do cofre do governador paulista Adhemar de Barros, que rendeu 2,5 milhões de dólares.

O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora "o maior golpe da história do terrorismo mundial", segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro A Ditadura Escancarada. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres, todos da VAR-Palmares, chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador, no bairro de Santa Teresa, no Rio. Quatro guerrilheiros ficaram em frente à casa. Nove entraram, renderam os empregados, cortaram as duas linhas telefônicas e dividiram-se: um grupo ficou vigiando os empregados e outro subiu ao quarto para chegar ao cofre. Pesava 350 quilos. Devia deslizar sobre uma prancha de madeira pela escadaria de mármore, mas acabou rolando escada abaixo. A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo, que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma. O casal planejou, monitorou e coordenou o assalto ao cofre de Adhemar de Barros. Dilma, no entanto, não teve participação física na ação. "Se tivesse tido, não teria nenhum problema em admitir", diz a ministra, com orgulho de seu passado de combatente.

"A Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Era o cérebro da ação", diz o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, que adotava o codinome "Leo" e, em outra ação espetacular, ajudou o capitão Carlos Lamarca a roubar uma Kombi carregada de fuzis de dentro de um quartel do Exército, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. "Quem passava as orientações do comando nacional para a gente era ela." O ex-sargento conta que uma das funções de Dilma era indicar o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações e informar onde poderia ser roubado. Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército, no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: "Joana D'Arc da guerrilha" e "papisa da subversão". Dilma passou três anos encarcerada em São Paulo e foi submetida aos suplícios da tortura.


Décio Bar
O capitão Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda armada no Brasil, e Iara Iavelberg, com quem o capitão manteve um tórrido e tumultuado romance. Com Lamarca, Dilma Rousseff polemizou sobre os rumos da guerrilha, numa famosa reunião realizada em Teresópolis. Com Iara, ia à praia, falava de cinema, e tornaram-se confidentes

A atual ministra era tão temida que o Exército chegou a ordenar a transferência de um guerrilheiro preso em Belo Horizonte, o estudante Ângelo Pezzuti, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertação do companheiro. Durante o famoso encontro da cúpula da VAR-Palmares realizado em setembro de 1969, em Teresópolis, região serrana do Rio, Dilma Rousseff polemizou duramente com Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda guerrilheira. Lamarca queria intensificar as ações de guerrilha rural, e Dilma achava que as operações armadas deveriam ser abrandadas, priorizando a mobilização de massas nas grandes cidades. Do encontro, produziu-se um racha. Dos 37 presentes, apenas sete acompanharam Lamarca. Ficaram com boa parte das armas da VAR-Palmares e metade da fortuna do cofre de Adhemar de Barros. Os demais concordaram com a posição de Dilma Rousseff.

A divergência com Carlos Lamarca não impediu Dilma de manter uma sólida amizade com a guerrilheira Iara Iavelberg, musa da esquerda nos anos 60, com quem o capitão manteve um tórrido e tumultuado romance. Dilma chegou a hospedá-la em seu apartamento, no Rio. Juntas, iam à praia, falavam de cinema, tornaram-se confidentes. Nos três anos que passou na cadeia, seu nome chegou a aparecer em listas de guerrilheiros a ser soltos em troca da libertação de autoridades seqüestradas — mas a ação que renderia sua liberdade foi malsucedida. Aos 55 anos, recentemente separada de Carlos Franklin de Araújo, Dilma Rousseff não lembra a guerrilheira radical de trinta anos atrás, embora exiba a mesma firmeza. "Ela é uma mulher suave e determinada", diz a jornalista Judith Patarra, autora do livro Iara, que conta a trajetória de Iara Iavelberg (1944-1971). "Quando a vi na televisão, percebi que Dilma continua a mesma. É uma mulher espetacular e será uma sargentona no governo. Ela não é mulher de meio-tom", resume o ex-companheiro de guerrilha Darcy Rodrigues.


Com reportagem de Luís Henrique Amaral