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domingo, 2 de maio de 2010

JOGADORES NA POLÍTICA

POLÍTICA



Os candidatos boleiros
Jogadores de futebol aposentados ou em fim de carreira, como Romário, Marcelinho Carioca e Marques, apostam na fama para entrar na política
Leopoldo Mateus
Bruno Magalhães


Que time de futebol não gostaria de ter um trio de ataque formado por Marcelinho Carioca, Marques e Romário? Em 2011, eles poderão estar juntos, mas em outro piso: querem migrar dos gramados para os tapetes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional. São os boleiros que vão disputar a eleição deste ano.

Filiado ao PSB desde setembro, Romário é pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. Sua adesão ao partido socialista ocorreu um mês depois do leilão de sua cobertura na Barra da Tijuca, vendida para pagar dívidas com vizinhos. Correligionários dizem que a entrada na política do ex-atacante do Vasco, do Flamengo e da Seleção Brasileira se deve a seus compromissos com a área social. A principal bandeira de campanha será a atuação de Romário na Penha, bairro pobre da Zona Norte do Rio. Ali, ele já teria atendido mais de 2 mil crianças em cursos profissionalizantes e outras atividades.

A estratégia de campanha de Romário parece estranha para os padrões do marketing político nacional. Convidado para dar uma entrevista sobre sua candidatura, ele enviou a seguinte resposta por meio de seu assessor de imprensa: “Romário não vai dar entrevista porque ele não fala de política”. Provisória ou definitiva, essa decisão tira do candidato a oportunidade de expor suas propostas, mas também pode evitar gafes. Na primeira vez em que se aventurou a falar de política como pré-candidato, Romário fez um gol contra. Era o dia de sua apresentação no PSB. Quando chegou sua vez de falar, errou o nome do próprio partido. “A partir de agora sou filiado ao PSDB”, disse.

Notório rival de Romário dentro de campo, o ex-atacante Edmundo assinou ficha de filiação ao PP. Apesar da adesão a um partido, Edmundo nega qualquer intenção de concorrer nas eleições deste ano. “A filiação foi feita a pedido do Eurico (Miranda, ex-presidente do Vasco), mas não há possibilidade de eu disputar neste ano”, diz. A desistência temporária de Edmundo de entrar na carreira política teria sido resultado de uma campanha doméstica feita por sua mulher.

Outro boleiro disposto a virar parlamentar é Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, pré-candidato a deputado federal também pelo PSB. Sua inspiração é o vereador Gabriel Chalita, de São Paulo. “Quero trabalhar com educação. Admiro muito as ideias do Chalita”, diz. Marcelinho afirma que está estudando política “oito horas por dia” para não decepcionar os eleitores. “Não serei um aventureiro.” A candidatura de Marcelinho é exaltada no PSB. “É ano do centenário do Corinthians. A expectativa é que ele tenha 300 mil votos”, diz o deputado federal Márcio França, presidente do PSB em São Paulo.

Minas Gerais também tem seu candidato boleiro. Marques, um dos maiores ídolos da história do Atlético, quer disputar uma vaga de deputado estadual pelo PTB.“Pretendo retribuir tudo o que Belo Horizonte me deu. A política não é uma obsessão. É um compromisso meu para melhorar a vida do povo mineiro.” Marques amarga o banco de reservas desde a volta ao Atlético, no começo de 2009, e deseja encerrar a carreira no fim do ano. Assim como os colegas, ele repete o clássico discurso de defesa das criancinhas. “Quero tirar a meninada da rua. Estou cansado de ver político guardando o dinheiro do povo no sapato.” Instado a falar de temas como as reformas política ou tributária, Marques exibiu suas habilidades de driblador: “Eu sou a favor do mais carente. Se é bom para o mais carente, eu sou a favor”. Os fundamentos do futebol, às vezes, também podem ser aplicados na política.


Comentários


Susan K | RS / Uruguaiana | 02/05/2010 13:00
Oportunismo, status e imunidade parlamentar!
Agora que não conseguem mais chutar bola, estes jogadores querem chutar a nossa inteligência! Romário não dá entrevista porque senão ele não seria eleito...! Marcelinho Carioca está "estudando política" 8 horas por dia, como se ser deputado fosse só aprender truques e macetes num intensivão...! Marques quer ser o super-heroi das criancinhas, chantagem emocional rasteira...! Todos, na verdade, querendo se arrumar usando a política para outros "chutes" paralelos, pois estando em evidência o dinheiro entra...! Os políticos atuais são corruptos, mas estes jogadores são totalmente despreparados e caras-de-pau! Cartão vermelho neles!


terça-feira, 16 de junho de 2009

JOGADORES BRASILEIROS E O POVO, EM REAIS


Futebol brasileiro sobrevive à crise
11 de Junho de 2009 19:17 .

Por Redação Yahoo! Brasil

A crise financeira que assola o mundo está longe de chegar ao futebol. Somente nesta semana ocorreram duas das maiores transações do mundo da bola, ambas concretizadas pelo Real Madrid, da Espanha, com as aquisições de Kaká e Cristiano Ronaldo. Este último pela bagatela de 94 milhões de euros, jogador mais caro na história do esporte.

No entanto, não é só na Europa em que o futebol está cada vez mais inflacionado. No Brasil, os salários dos jogadores ficam, a cada ano, mais exorbitantes. Em 2000, por exemplo, apenas quatro jogadores ganhavam mais de 200 mil reais: Romário, Edmundo, Raí e Rincón. Em 2006, eram três: Zé Roberto, Petkovic e Rogério Ceni. Porém, de três anos pra cá, esse número cresceu desorientadamente.

Confira o ranking dos maiores salários do futebol brasileiro levantado pela Revista Placar, em sua edição de junho deste ano (valores em milhares de reais):



1º Ronaldo (Corinthians) / R$ 1.133

2º Adriano (Flamengo) / R$ 362

3º Nilmar (Internacional) / R$ 360

4º Fred (Fluminense) / R$ 350

5º Leandro Amaral (Fluminense) / R$ 280

6º Kleber (Cruzeiro) / R$ 280

7º Thiago Neves (Fluminense) / R$ 270

8º Edmilson (Palmeiras) / R$ 240

9º Rogério Ceni (São Paulo) / R$ 230

10º Washington (São Paulo) / R$ 220

> O salário de Ronaldo chega a este valor com os 80% a que ele tem direito sobre valores de patrocínio de manga e calção do uniforme.

> O Flamengo paga apenas cerca de 40% do salário de Adriano. O restante do valor é pago pela Olympykus, que garante um mínimo de R$ 200 mil ao atacante por mês pela venda de produtos com seu nome.

> Marcos, goleiro do Palmeiras, tem um salário fixo de R$ 200 mil, mas pode receber 50% a mais dependendo da quantidade de jogos que participar na temporada.



* A lista completa de salários você encontra na Revista Placar, edição de junho de 2009.