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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

TSUNAMI A VISTA!!! PINGENTES, BRINCOS E...???

Dilma, Erenice e afinidades que vão além de pingentes e brincos



Os brincos e os pingentes da chefa...





...iguais aos da subordinada. A moral e a ética também são as mesmas

Chega a ser divertido notar o esforço de alguns coleguinhas para tentar distinguir Dilma Rousseff de Erenice Guerra e até mesmo para tentar divisar algumas supostas diferenças de estilo entre o presidente e a sua criatura eleitoral. Ela seria mais resoluta e determinada do que ele, menos tendente a passar a mão na cabeça dos faltosos. A demissão de Erenice na quinta, à esteira de uma crise iniciada no sábado, quando VEJA começou a chegar aos leitores, seria uma evidência disso. O que dizer a respeito? Trata-se, não necessariamente nesta ordem, de:
a) besteira: para que fosse assim, Dilma teria de ter existência autônoma; por enquanto, não tem;
b) mistificação: para que fosse assim, seria necessário haver alguma tensão ou contradição entre Lula e Dilma e entre Dilma e Erenice; isso é falso;
c) lobby de marqueteiro: tenta-se criar a imagem de uma Dilma independente, com poder sobre seu próprio destino. Nesse particular, estou com José Dirceu e não abro: Lula pode ser maior do que o PT, mas Dilma é menor do que o partido. Pode até ser eleita com os votos do Babalorixá, mas será governada pelo PT e assediada pelos bárbaros do PMDB.

A pergunta é óbvia: se Erenice conseguiu se mexer com tanta desenvoltura sem que Dilma soubesse, com a Casa Civil servindo para abrigar lobistas, o que devemos esperar da petista se eleita presidente? Como diria Gregório de Mattos, “não sabe governar sua cozinha e quer governar o mundo inteiro”? Sob a sua gestão, o ministério parece ter virado uma lojinha. Só que os produtos que se vendiam ali eram bem mais caros do que bugigangas de R$ 1,99 importadas do Panamá (!?), para lembrar a malsucedida experiência da candidata no setor privado. Essa gente gosta mesmo é de coisa pública. A Dinastia dos Eus, então, adora!

Erenice é petista faz tempo. Grandeza, no entanto, ela só encontrou com Dilma Rousseff, de quem é uma invenção. São parceiras em tudo. Não há saia-justa pela qual a chefa tenha passado que a sua, vamos brincar um pouco, “Leporella” não estivesse pronta a coonestar. Foi assim no dossiê contra FHC, na tumultuada venda na Varig, no convite a Lina Vieira para um papinho, no PNBL (Plano Nacional de Bandalheira Larga)… Será que Erenice ganhou autonomia só agora, quando a barra pesou? Então Dilma não tem nada com isso? Ah, tem. Num outro post, digo por quê.

Truculência
Lula lidera o governo institucionalmente mais truculento desde o fim do regime militar. Nenhum outro, por exemplo, atacou a oposição nos termos em que ele o faz. Um petista poderia responder: “Mas quem, antes, nestepaiz, teve 78% de aprovação?” Então a popularidade do demiurgo serve para que transgrida leis, Constituição, regras, decoro, em vez de ser a expressão do triunfo da democracia? Nem mesmo Collor, chegado a faniquitos, ousou ir tão longe. E o PT age assim porque, em muitos aspectos, continua a ser aquele mesmo que já foi oposição um dia, quando votou contra RIGOROSAMENTE TODAS AS PROPOSTAS QUE CONSTITUEM OS FUNDAMENTOS DA ESTABILIDADE BRASILEIRA. Atenção,leitores! “Todas” quer dizer “todas”.

E a truculência daquele partido de oposição se manteve depois que ele chegou ao poder. Não respeita o trabalho de FHC, que o precedeu. Passou oito anos atacando-o de forma vil. E Dilma segue seus passos no horário eleitoral, nos debates, nas entrevistas. As mentiras contadas são pavorosas. Não se trata de exposição da divergência. Não! O outro tem de ser aniquilado. Truculenta foi também a resposta dada às evidências de invasão ilegal de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e de familiares do presidenciável tucano, José Serra. A escolha petista foi a mais sórdida possível: culpar a vítima. Por incrível que pareça, alguns setores até então respeitáveis do jornalismo acabaram aderindo a essa delinqüência. Parecia que Serra havia estimulado os petistas a rasgar a Constituição para que pudesse criticá-los depois.

Assistimos a um show diário de brutalidade, arrogância e falta de educação cívica: as evidências eram tratadas como “factóide”, “agenda do meu adversário”, “coisas de caluniadores”. Qual a certeza? “A população não consegue entender nada disso, e as pesquisas continuam na mesma”. O auge da ação truculenta foi a ida de Lula à TV, com o brochinho que usa na lapela em solenidades e em pronunciamentos oficiais, para afirmar que Serra era o “candidato da turma do contra”, aquele “que torce o nariz para tudo”. Ainda ontem, numa daquelas inserções curtas, repetiu a primeira expressão.

Sábado, com a reportagem da VEJA já nas ruas relatando coisas cabeludas — e documentadas —, a reação não foi diferente, culminando com aquela nota bucéfala de Erenice Guerra. Depois o Planalto tentou tirar a corpo fora: ela teria feito aquilo sozinha, como se fosse possível… Dilma reiterou a sua confiança na colega. E, de novo, veio a conversa mole: tudo não passaria de uma movimentação de adversários para tentar interferir nas eleições… Aí veio a reportagem da Folha…

Mudou o tom
Na quinta, o tom mudou. O Lula rancoroso do horário eleitoral concedeu uma entrevista afirmando que aquele que comete erro tem de responder e tal. Dilma, no estilo condoreiro-indignado, quis saber se não existe mais presunção de inocência no Brasil, uma “conquista da civilização”. E afirmou que Erenice fez muito bem em se afastar para que a investigação possa ser isenta — a Receita nos mostra com que isenção as coisas estão sendo conduzidas.

O que terá determinado a mudança de comportamento? Em primeiro lugar, o fato de que se trata de um assunto “mais compreensível para as massas” do que invasão de sigilo; em segundo lugar, a existência de farta documentação evidenciando que o tal Israel andou se metendo onde não devia — além de Mamãe Gansa ter-se encontrado com seus clientes. Em terceiro lugar, a constatação de que há setores da imprensa ainda não moralmente corrompidos para os quais urna, afinal de contas, não é tribunal de absolvição de malfeitores.

Dilma pode até tentar se descolar de Erenice, mas Erenice não vai descolar de Dilma. As duas construíram juntas um método. E dividem bem mais do que o gosto por pingentes e brincos. E compartilham da moral petista. No PT, a comunhão vai da moral aos adereços.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A NOVA LOJINHA DE BUGIGANGAS DA DILMA, CHAMADA BRASIL!!!


Dilma já teve lojinha para vender bugigangas e 'Cavaleiros do Zodíaco'



Com mais do que cargos públicos a contar em sua biografia, a petista Dilma Rousseff optou por banir sua empreitada pelo mundo empresarial do seu histórico oficial. Entre uma função e outra no Rio Grande do Sul, Dilma investiu em uma loja de bugigangas importadas do Panamá.

O bazar tinha como forte os brinquedos, particularmente os dos "Cavaleiros do Zodíaco", animação japonesa sobre jovens guerreiros que fez sucesso nos anos 1990.

Os comerciantes mais antigos do Olaria, local que abrigava uma filial da lojinha, se lembram de Dilma e dos contêineres do lugar. "A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos", afirma Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no local.

Chamada de Pão & Circo, empresa foi registrada para comercializar confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais, vendidos a preços módicos. O negócio, que durou um ano e cinco meses, fechou em julho de 1996.

Escrito por Aline Pelegrini

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DILMA FOGE DO DEBATE PARA ASSISTIR PATO FU


Dilma e os patos. Ou: petista faz chacota de católicos



dilma-pato-fu

Ainda nesta terça, porta-vozes do PT disfarçados de jornalistas escreverão coisas mais ou menos assim: “Este veículo (escolham qual) apurou que a candidata Dilma Rousseff não quer salto alto na campanha e que ela considera que ainda não venceu a disputa…” Nota: antigamente, sempre que se recorria à fórmula “este veículo apurou”, o propósito era informar alguma coisa que contestava a fala oficial da personagem da notícia. Com a chegada do PT ao poder, os áulicos conseguiram criar o estilo do “repórter farejador a favor”, que “apura” justamente o que a personagem quer que ele noticie. Franklin Martins, João Santana e José Eduardo Dutra lhes contam os “segredos” do partido, e eles não economizam: “Este veículo apurou…” Vocês sabem como “farejar” é um hábito antigo dos mamíferos, especialmente os que têm os pés no chão — os quatro, quero dizer…

Por que isso? Dilma Rousseff tinha prometido comparecer ao debate promovido ontem pela TV Canção Nova e pela Rede Aparecida de Comunicação, emissoras de rádio e TV católicas. Deu o cano. Faltou. Alegou problema de agenda. Enquanto o debate corria, a candidata postou no Twitter: “Olha q interessante, o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo”. Alertado por assessores, o candidato Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, levou a informação ao ar: “Sabe o que ela está fazendo? Tuitando! (…) Os meus tuiteiros disseram que ela está agora assistindo a uma banda chamada Pato Fu”.

Dilma — ou quem quer que escreva o seu Twitter — estava fazendo chacota dos seus adversários e, obviamente, dos católicos, que, estou certo, gostariam de ouvi-la sobre alguns temas, especialmente porque a candidata acaba de assinar uma “Carta ao Povo de Deus”, em que procura negar o seu óbvio alinhamento com a legalização do aborto, tese que já chegou a defender claramente em entrevista. Não só isso: o decreto do Programa Nacional de Direitos Humanos, que ganhou forma na Casa Civil, fazia a defesa explícita da legalização.

Por que Dilma faltou com a palavra empenhada e preferiu ficar assistindo a um vídeo do Pato Fu? Porque considera que a eleição já está no papo e que o confronto entre os candidatos não é mais matéria do seu interesse. Supostamente detentora dos votos de que precisa para se eleger, não se sente na obrigação de explicar mais nada a ninguém. Candidatos não são obrigados a participar de debates, é claro — a menos que tenham se comprometido a fazê-lo.

A ausência busca caracterizar, no extremo da arrogância, o evento como um encontro de derrotados. Dilma, a rigor, nunca quis saber dos eleitores porque tem aquele que considera o único eleitor realmente relevante: Lula. O resto é só um bando de patos fu…
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 20 de maio de 2010

VÍDEO DE PREFEITOS COM PIRES NA MÃO


Vídeo de prefeito com pires na mão não é exibido em sabatina com presidenciáveis


por Rodrigo Alvares

Seção: Brasil

Eleições

19.maio.2010 15:48:35

Por Rafael Moraes Moura

Ao contrário do previsto, um vídeo com imagens de um prefeito com pires na mão não foi exibido durante a sabatina promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com os presidenciáveis José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). A peça foi criticada pelos representantes da candidata petista, informou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Fonte: YouTube/Canal de Ricardo Noblat

Segundo ele, o vídeo foi apresentado previamente para os representantes dos três candidatos, mas não houve consenso em torno da exibição. “Houve uma reunião e, por parte do governo, houve o entendimento de que o que constaria nesse vídeo poderia privilegiar os demais candidatos.

Seria, em tese, prejudicial (a Dilma), disse Ziulkoski, que corrigiu-se em seguida afirmando que a reunião foi com representantes da “candidata que tem o apoio do governo” e não com o governo. Segundo ele, como a representante da candidata Marina Silva concordou que não iria desempatar, deixou para a entidade resolver se exibiria ou não o vídeo.

Para Ziulkoski o vídeo não representa uma realidade específica do governo Lula. “Não é do governo atual, aquele é um símbolo de todos os governos que, na nossa avaliação, [o governo federal] é uma instituição perniciosa para tudo isso que discutimos aqui”, afirmou o presidente da CMN.

Segundo a assessoria da petista, o vídeo foi considerado ofensivo ao governo e não condizente com a realidade. Ainda segundo a assessoria, Dilma ão assistiu ao vídeo.

Durante a sabatina, o tucano José Serra perguntou pelo vídeo, que seria exibido durante a apresentação de uma das perguntas: “Cadê o vídeo? Foi tirado provavelmente a pedidos”, alfinetou.