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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

" MUY AMIGOS" - ESTES SÃO OS HOMEM QUE GOVERNAM O PAÍS!



Com a ajuda de Lula, Collor finalmente conseguiu chegar ao cofre da Petrobras

Em outubro de 1990, o presidente Fernando Collor valeu-se de um emissário para induzir a Petrobras a emprestar US$ 40 milhões à Vasp, empresa aérea comprada no mês anterior pelo amigo Wagner Canhedo. Deu tudo errado. Pressionado por Paulo César Farias, o presidente da estatal, Luiz Octávio da Motta Veiga, demitiu-se inesperadamente e denunciou o cerco movido pelo tesoureiro do chefe de governo. O escândalo se transformaria na primeira estação do merecido calvário que desembocaria no impeachment.

Passados 20 anos, o senador Fernando Collor voltou à ação no local do crime não consumado, agora para forçar a estatal a fechar um contrato de R$ 200 milhões com o usineiro alagoano João Lyra, ex-senador e pai de sua cunhada Tereza Collor. Para abrir o cofre que PC não alcançou pela rota dos porões, Collor dispensou-se de cautelas e foi à luta pessoalmemente. Em agosto passado, entrou pela porta da frente, e levando a tiracolo o empresário de estimação beneficiado pela bolada. Desta vez deu tudo certo.

Numa nota publicada em seu blog no site de VEJA, o jornalista Lauro Jardim resumiu o show de atrevimento: “O candidato a governador Fernando Collor exigiu ─ repita-se: exigiu ─ que a diretoria da Petrobras Distribuidora assinasse um contrato de vinte anos para a compra de etanol das usinas de João Lyra. Alguém aí acha que Collor foi posto para fora ? Nada disso. Não conseguiu um contrato de décadas, mas arranjou um de quatro anos, cerca de 200 milhões de reais”.

Nesta semana, o Brasil soube por que Collor se sente em casa na Petrobras Distribuidora: foi ele o padrinho da nomeação de José Zonis para a Diretoria de Operações e Logística. Desde o ano passado, o ex-presidente despejado do Planalto por ter desonrado o cargo não precisa designar algum homem de confiança para missões de grosso calibre na maior das estatais. Tem um representante com direito a gabinete, cafezinho e canetas que assinam contratos com prazos sob medida para a obtenção de empréstimos bancários.

“Isso é uma tremenda maracutaia”, berrou em 1990 Luiz Inácio Lula da Silva, ao saber que Collor tentara favorecer um empresário amigo com dinheiro da Petrobras. Em dólares, a montanha de cédulas capturada em agosto deste ano é equivalente à perseguida sem sucesso há duas décadas. Mas o presidente que abandonou o emprego para virar animador de palanque não viu nada de errado. Os devotos do Mestre aprendem que maracutaia que beneficia companheiros (sobretudo um amigo de infância, patente obtida por Collor) não é maracutaia. É um negócio como outro qualquer.

O que pensa da pilantragem a candidata Dilma Rousseff, sempre com a mão no coldre para defender o símbolo nacional da cobiça dos inimigos da pátria e seus sócios estrangeiros? O neurônio solitário ainda ensaia o que dizer. José Sérgio Gabrielli, ao contrário de Motta Veiga, engole o que vier pela proa para manter o emprego. Não há ofício mais gratificante que prestar serviços à nação numa estatal fora-da-lei. O presidente da Petrobras só saírá do gabinete na traseira de um camburão.

Aparentemente ilógica, a parceria entre os candidatos que trocaram chumbo na guerra suja de 1989 nada tem de surpreendente. Escancarado pela grossura explícita, o primitivismo de Lula pode ser visto com nitidez por trás do falso refinamento de Collor. Escancarado pela arrogância de oligarca, o autoritarismo de Collor é perfeitamente visível por trás do paternalismo populista de Lula. Os dois são, em sua essência, primitivos e autoritários. Nasceram um para o outro.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SABER QUE ESTA FIGURA CHEGOU A SER PRESIDENTE DO BRASIL!!!

Ministério Público acusa Collor de fraudar pesquisa

A candidatura do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB) ao governo de Alagoas está sendo questionada pelo Ministério Público Eleitoral do estado (MPE/AL). O órgão o acusa de “abuso de poder econômico” e “utilização indevida de meios de comunicação social”, por causa de uma pesquisa de intenção de votos que pode ter sido fraudada a seu favor. Na última sexta-feira, o MPE enviou uma ação de investigação judicial ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo que o registro de candidatura de Collor seja cassado e que ele se torne inelegível por oito anos.

O motivo da ação é a diferença entre uma pesquisa feita pelo instituto Gazeta Pesquisa (Gape) e encomendada pelo jornal Gazeta de Alagoas – ambos pertencentes ao grupo do qual Collor é sócio cotista – e uma sondagem do Ibope. Ambas foram divulgadas no dia 24 de agosto. Na primeira, o ex-presidente estava à frente, com 38% das intenções de voto, enquanto Ronaldo Lessa (PDT) tinha 23% e Teotonio Vilela (PSDB), 16%. Na sondagem do Ibope, porém, Lessa estava em primeiro, com 29% dos votos, contra 28% de Collor e 24% de Vilela.

A disparidade provocou a desconfiança do Ministério Público, que analisou todos os formulários utilizados na pesquisa e constatou a fraude. De acordo com o órgão, o instituto de pesquisa modificou a amostragem necessária para o levantamento, inflando o número de eleitores com renda de até um salário mínimo – público com que Collor tem maior vantagem.

O MPE comparou o número de moradores de baixa renda nos municípios alagoanos apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o utilizado pelo Gape. Em alguns casos, os dados considerados pela sondagem chegaram a ser 500% maiores que o realmente constatado pelo IBGE. Para a ação, o órgão também considerou que o jornal Gazeta de Alagoas deturpou os dados de outra pesquisa em suas reportagens, indicando empate técnico somente entre Collor e Lessa, quando Vilela também estava empatado.

“Numa eleição em que, segundo o Ibope, há três candidatos tecnicamente empatados, qualquer impacto pode ser decisivo. Ademais, além de influenciar o eleitorado, as pesquisas geram forte repercussão no financiamento das campanhas. Os financiadores tendem, por óbvio, a buscar os candidatos com maiores probabilidade de sucesso”, argumenta o procurador regional eleitoral Rodrigo Tenório, ao justificar o pedido de cassação do registro de Collor e seu vice, Galba Novais. O TRE de Alagoas ainda não analisou a ação.

(Adriana Caitano)