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sábado, 13 de fevereiro de 2010

CASO ARRUDA : QUAL É A SUA LULA? DESGRAÇA ALHEIA???

Lula pede a Polícia Federal que trate Arruda com cuidado e respeito



Agência Brasil

Após a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de determinar a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), o diretor da Polícia Federal ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informando que havia feito uma acordo para que o governador se entregasse.

Na mesma ligação, Lula reforçou a recomendação de tratar o assunto com muito cuidado e respeito.

De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, não houve ligações de integrantes do governo Arruda para funcionários da Presidência da República. Diante da decisão de prisão do governador, o Planalto preferiu tratar o assunto com sobriedade.

O presidente demonstrou a preocupação do Planalto em adotar uma postura de deixar a apuração dos fatos para a Justiça. De acordo com a fonte, Lula disse que ninguém está feliz com o que está acontecendo e que "não convém tripudiar em cima da desgraça alheia".

O Palácio Planalto evitou falar sobre a possibilidade de intervenção no governo do Distrito Federal. "Ele não discutiu esse assunto até porque o governador ainda é Arruda", disse um interlocutor próximo ao presidente Lula.

Ele disse ainda que Lula lamentou que o escândalo no Distrito Federal tenha ocorrido justamente quando Brasília completa 50 anos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

CHEQUE DO ARRUDA


PRESTEM ATENÇÃO NO NOME DA CIDADE QUE RECEBEU A " DOAÇÃO "!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

IMPEACHMENT JÁ PARA ARRUDA E PAULO OCTÁVIO

Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009
Notícias
Home > Notícias > Editorial > Operação Caixa de Pandora

11/12/2009 - 07h06

Impeachment já para Arruda e Paulo Octávio!

Neste editorial, o Congresso em Foco defende o afastamento do governador e do vice como a saída mais razoável para a crise moral e política que atingiu o Distrito Federal


O Brasil acumula notável histórico de casos de corrupção, vários deles dissecados por policiais, membros do Ministério Público, outros agentes do Estado e jornalistas. Como é sabido, tais episódios costumam seguir um roteiro que soa a farsa pela frequência com que se repete o mesmo enredo.

Primeiro, causam perplexidade ao chegarem ao conhecimento da população. Em seguida, geram respostas tímidas das autoridades, que agem para tirar o mais rápido possível o assunto das manchetes, de modo a poupar ao máximo os alvos das denúncias e a preservar práticas nefastas infelizmente corriqueiras na administração pública do país. Completam o quadro a impunidade, sobretudo em favor dos réus instalados nas mais altas esferas sociais e políticas da nação, e a sensação crescente de que estamos condenados a ser um território em que a lei não vale para os ricos e poderosos.

A patética sucessão de revelações que atingiu o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (desde ontem sem partido), e seu vice, Paulo Octávio (DEM), oferece uma chance única de demonstrar se os céticos estão certos. Ou seja, se afinal podemos ou não acreditar que a nascente democracia brasileira dispõe de mecanismos para evitar que autoridades flagradas em práticas irregulares podem escapar ilesas com o apoio da silenciosa maioria da população e da colaboração igualmente surda, e ainda mais eficaz, de um sistema odioso que inclui desde as podridões da política até um Judiciário refém tanto da morosidade imposta por processos obtusos e formalistas quanto pela pouca permeabilidade às demandas mais caras da democracia, como mostrou a inexplicável decisão do Supremo Tribunal Federal de manter sob censura o jornal O Estado de S. Paulo. Logo quem, justo o STF, que carrega consigo o inexplicável passivo de quem, em toda a sua história, jamais condenou um político!

Estamos diante de uma oportunidade única porque nunca se viu um caso de movimentação ilegal de recursos tão minuciosamente documentado e radiografado e também porque a tolerância dos setores mais organizados da sociedade às afrontas desferidas pelos poderosos chegou ao limite. Prova disso está no fato de mais de uma dezena de pedidos de impeachment já ter sido apresentada contra a dupla Arruda/PO, inclusive com o aval de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Outro ingrediente torna o episódio ainda mais simbólico: o primarismo das explicações fornecidas pelos envolvidos. Ao dizer que o dinheiro sujo recebido por Arruda destinava-se à compra de panetones, o governador e sua assessoria demonstraram o quanto tomam por estúpidos todos nós, espectadores do lamaçal que inunda a capital federal, entre cenas de dinheiro escondido em meias, cuecas, bolsas e pastas de executivo.

O que os vídeos mostram é, por si só, suficiente para embasar a imediata abertura de processo de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio. Qualquer pessoa minimamente bem informada sabe que governo algum pratica suas ações – as legais, as contabilizadas, bem dito – com dinheiro vivo. E há dinheiro para toda a base de sustentação do governo Arruda, sem falar das referências ainda não esclarecidas a caciques nacionais do PMDB.

Ontem, Arruda pediu desfiliação do DEM para evitar a sua expulsão. A saída do partido traz prejuízos ao governador, que não poderá disputar mais as eleições do ano que vem. Mas é muito pouco, é pouquíssimo, para um caso de corrupção tão bem documentado. Não se pode aceitar, do mesmo modo, que Arruda seja o único punido. Seu vice também foi diretamente acusado pela testemunha-chave do panetonegate, o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Segundo Durval, Paulo Octávio recebeu 30% das propinas recolhidas para aprovar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF.

Paulo Octávio, um dos principais empresários imobiliários de Brasília, é diretamente beneficiário da aprovação do PDOT, marcada por irregularidades tão óbvias que o Ministério Público já pediu a sua anulação. Sem falar que o principal executivo do vice-governador, Marcelo Carvalho, foi filmado em um misterioso encontro com Durval, de quem recebeu uma mala fechada. Conforme o ex-secretário, ela continha parte do dinheiro das propinas.

É absolutamente necessário para o desenvolvimento de uma cultura realmente democrática no país que os políticos corruptos comecem a pagar por seus delitos. É vital que eles, como qualquer cidadão que comete um crime, paguem por seus atos na cadeia. Que esse assunto fique para decisão posterior do Judiciário. Mas que, de imediato, se faça o mínimo, dando-se início ao processo para afastar dos cargos o governador e o vice. O impeachment é, por natureza, um ato político, e está óbvio que faltam a Arruda e a Paulo Octávio condições políticas e morais de permanecerem à frente do governo do Distrito Federal.

As cenas da violência da Polícia Militar contra manifestantes em frente ao Palácio do Buriti na última quarta-feira mostram o grau de radicalização a que chegou a política brasiliense. Arruda é um reincidente. Quando admitiu ter violado o sigilo do painel eletrônico de votação do Senado na cassação do ex-senador Luiz Estevão, o hoje governador do DF pediu desculpas à população, que as aceitou. Arruda jamais poderia ter retribuído esse crédito com os cassetetes da tropa de choque da sua polícia. A cada dia em que permanece no governo, só aumenta o grau de confronto entre a população do Distrito Federal e a polícia do governador. Quanto sangue Arruda pretende derramar para sustentar a sua esfarrapada história dos panetones?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


BRASILIA - DF
ESTA LINDA CIDADE "AINDA" É GOVERNADA POR UM GOVERNADOR PICARETA CORRUPTO
FOTO: AGRINALDO FONSECA

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

EX-MULHER DENUNCIA ARRUDA

Segunda-Feira, 7 de Dezembro de 2009
Notícias
Home > Notícias > Operação Caixa de Pandora

05/12/2009 - 15h47

Arruda usa dinheiro para construir patrimônio, diz ex-mulher



Mário Coelho

A atriz Mariane Vincentini, ex-mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), afirmou em entrevista à última edição da revista Istoé que o dinheiro arrecadado por colaboradores do governador serve para pagar despesas pessoas e para aumentar o patrimônio do chefe do Executivo local. Ela disse também que não se surpreendeu com as denúncias de corrupção que estouraram na Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal na sexta-feira (27/11).

Segundo a revista, Vicentini confirmou que Arruda comprou um haras em Planaltina, uma das regiões administrativas mais distantes de Brasília. "Não sabia que Arruda gostava tanto de cavalos, mas soube que ele comprou um haras e recentemente deu de presente para nosso filho de quatro anos um cavalo puro-sangue", disse a atriz à revista. De acordo com ela, nem todas as propriedades do governador estão em seu nome.

Após um casamento de quase dez anos, Mariane e Arruda se separaram no início de 2007, semanas após a posse dele como governador do DF. De acordo com a publicação, no acordo da separação extrajudicial, ela recebeu cerca de R$ 15 milhões. Faz parte da pequena fortuna uma casa avaliada em R$ 2,8 milhões. “A casa estava no nome de um construtor que tem contratos com o governo do Distrito Federal, foi transferida para os filhos mais velhos de Arruda e depois para mim”, conta Mariane.

Em 2006, quando se candidatou ao governo, Arruda declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 598 mil, composto de um apartamento em Brasília, um apartamento, uma casa e dois terrenos em Itajubá (MG), um OMEGA 2009, uma Ranger 2001 e um Gol 2001. "Muitas propriedades dele ficam em nome de laranjas e até de pequenos construtores", diz a ex-mulher. "É só investigar que muita coisa pode vir à tona", afirmou.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ARRUDA FEZ LICITAÇÃO DE PANETONES




Arruda fez licitação de panetones no dia da ação da PF


Para sustentar a versão de que a quantia de R$ 50 mil recebida em 2006 era uma contribuição para a compra de panetones, o governador José Roberto Arruda (DEM) montou uma licitação na sexta-feira passada, no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Caixa de Pandora. O governo do Distrito Federal vai comprar 120 mil panetones no próximo dia 10, segundo edital aberto naquele dia.

Em vídeo gravado na campanha de Arruda, em 2006, o então candidato aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, do caixa de campanha, Durval Barbosa, que assumiria a Secretaria de Relações Institucionais no governo. Por meio do secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni, Arruda disse que os R$ 50 mil eram colaborações de empresários para a compra de panetones e brinquedos que seriam distribuídos no Natal entre as crianças carentes.


Para tentar documentar essa defesa, o próprio Arruda disse em entrevista ao jornal "Correio Braziliense", na edição de ontem, que havia sido alertado para "os problemas (vídeos)" criados por Barbosa e, por isso, fez "um registro oficial", no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de todas as doações recebidas nos últimos anos a título de contribuição para as "campanhas sociais". Esses recibos estão sendo periciados pela PF - há indícios de que tenham sido forjados para justificar a suposta propina.


Além dos recibos, para reforçar a defesa da distribuição de brindes no Natal, o governador Arruda, como mostra o portal de licitações do governo do Distrito Federal, também providenciou um edital para a compra, agora em 2009, de 120 mil panetones de 400 gramas "contendo frutas cristalizadas". As investigações da PF revelam que o governador Arruda deu esses passos preventivos - dos recibos e do edital dos 120 mil panetones - porque já sabia da proximidade da Operação Caixa de Pandora.


A inscrição para participar da venda de panetones ao governo foi aberta às 8 horas de sexta-feira, quando o pregoeiro Augusto Cesar Pires Aranha assinou o edital divulgado no site de compras da Secretaria de Planejamento e Gestão. O edital diz explicitamente que os panetones são para "distribuir às famílias de baixa renda". A concorrência está marcada para o próximo dia 10 por meio de pregão.


Ontem, a reportagem do Estado procurou a assessoria de imprensa do governador Arruda para comentar a compra dos 120 mil panetones, mas não obteve resposta até o fechamento da edição. No site do governo não há menção a mais nenhuma licitação de panetones. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.