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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

LEONARDO PRUDENTE, O BANDIDO IMPRUDENTE!

Leonardo Prudente renuncia à presidência da Câmara Legislativa do DF



Deputado é investigado por envolvimento no mensalão do DEM de Brasília. Em um vídeo, Prudente apararece colocando maços de dinheiro nas meias

Redação Época, com Agência Brasil

O presidente afastado da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), encaminhou carta à Mesa Diretora da Casa comunicando sua renúncia ao cargo. O documento foi recebido pelo corregedor, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), na manhã desta segunda-feira (25), mas está datado do dia 21 de janeiro, última quinta-feira.

Prudente é um dos envolvidos no mensalão do DEM em Brasília, esquema de distribuição de proprina revelado em novembro pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Em um dos vídeos gravados por Durval Barbosa, pivô do escândalo, Prudente aparece colocando maços de dinheiro nas meias. O deputado foi afastado da presidência da Câmara no dia 18 de janeiro, por decisão judicial.

Segundo Ribeiro, pelo regimento interno, a renúncia não retira do cargo de vice-presidente o deputado Cabo Patrício (PT), que comanda a Casa desde o afastamento de Prudente. Patrício é integrante da oposição do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), também envolvido no mensalão. Havia pressão do governo para a renúncia de Prudente, o que abre a possibilidade de eleger para o cargo um outro deputado governista.

A Câmara Legislativa tem sete dias para eleger o novo presidente, e o assunto deverá ser discutido a partir da tarde de segunda-feira, no início dos trabalhos do plenário, convocado por Patrício.

ÉPOCA publicou na sexta-feira (22) reportagem que levanta suspeita também sobre o esquema de pagamento de propina já funcionar durante a gestão do ex-governador Joaquim Roriz. Leia O berço do esquema do panetone.

Comentários

ARVÃO | SP / São José dos Campos | 26/01/2010 12:04
SODOMA E GOMORRA = BRASÍLIA
Senhores, esta "NOVA CAP", nome dado á Brasília, foi um meio de bandidos políticos ou políticos bandidos se locupletarem., o que deve ter havido de roubo, desvio e outras maracutaias descaradas, na construção desta cidade é assunto inimaginável e escabroso. Todos roubaram e continuam a roubar! A população APÁTICA e DESNORTEADA, não toma as devidas providências que seria a de PARALISAR esta cidade, colocando estes corruptos na CADEIA. E a "polícia" psicológicamente má conduzida e achando-se a tal, ATACA as meias dúzias de pessoas que querem MORALIZAR esta cidade. E o "DESGOVERNO FEDERAL" tudo vê e nada faz... Pior que SODOMA E GOMORRA... a população está a sofrer nas mãos destes DESCARADOS BANDIDOS!!! AJAM! PROTESTEM! UNAM-SE! FAÇAM PASSEATAS! SÓ ASSIM, ALGUMA COISA, PODERÁ ACONTECER. A cidade de ITAJUBÁ/MG, deve estar ENOJADA deste seu filho, que é o Arruda, BANDIDO e SALAFRÁRIO!!! PAU NÊLES!!!


ACESSAR:- VÍDEO LINK ACIMA " LEONARDO PRUDENTE, O BANDIDO IMPRUDENTE!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

FILHA DE ARRUDA FUNCIONÁRIA DO TJDF

05/12/2009 - 06h20

Filha de Arruda tem cargo na presidência do TJDF

Diálogos da Operação Caixa de Pandora mostram interesse do governador em processos. Arruda e tribunal negam ingerência



Fachada do tribunal: Assessoria do TJDF diz que conversas entre presidência e governador são sempre institucionais
Edson Sardinha, Lúcio Lambranho e Eduardo Militão

A influência do governador José Roberto Arruda (DEM) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) vai além da relação apontada na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A filha mais velha do governador, a bacharel em direito Bruna Santana Arruda, é assessora jurídica da presidência do TJDF.

Bruna, de 32 anos, não é servidora efetiva da Casa, ou seja, não foi admitida por concurso público. Ocupa um cargo comissionado (CJ-3), de livre nomeação da presidência do órgão, cujo salário bruto é de R$ 10.352,00. Servidores do tribunal informam que a filha do governador trabalha no TJDF desde 2000.

Um ato administrativo assinado em 22 de abril de 2004 pelo então presidente do órgão, desembargador José Jerônimo de Souza, exonerou Bruna de um cargo CJ-2, cujo salário é ligeiramente inferior, também na assessoria jurídica da presidência. Ela foi recontratada em seguida para a nova função.

O nome do atual presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, é citado na transcrição de um diálogo entre Arruda e o então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. Num vídeo gravado com autorização judicial, no último dia 21 de outubro, o governador diz que vai visitar o presidente do TJDF para pedir conselhos. Arruda e Durval conversavam sobre o andamento no Tribunal de Justiça de um processo de seu então auxiliar.

Conversa institucional

A assessoria do TJDF disse ser comum que o presidente do tribunal receba, institucionalmente, autoridades como o governador do Distrito Federal, mas que isso não significa que haja ingerência sobre votos em processos. Ainda de acordo com o tribunal, Bruna está de licença maternidade e só deve voltar ao trabalho no ano que vem.

O Congresso em Foco enviou uma mensagem para o e-mail funcional da filha do governador, questionando-a sobre a indicação para o cargo. Mas não obteve resposta.

O site perguntou à assessoria do TJDF se há eventual conflito de interesse entre a manutenção da filha de Arruda em um cargo comissionado na presidência da corte e os processos sobre os quais o governador demonstra ter interesse, conforme os diálogos gravados. Os assessores informaram que o presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, poderia falar somente na segunda-feira (7), mas que tentariam obter esclarecimentos ainda nesta sexta-feira. Até o momento, não houve resposta.

Por meio de sua assessoria, o governador Arruda disse ao Congresso em Foco que o Tribunal de Justiça é um órgão independente e sobre o qual não tem qualquer tipo de ingerência.

O nome da filha dele aparece na internet na relação de inscritos para diversos concursos públicos, como da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), em 2005, e do próprio Tribunal de Justiça, em duas edições. Bruna figura na 359ª colocação na lista dos aprovados em 2007 para o cargo de analista judiciário. Mas não foi chamada para a vaga. Até agora 255 pessoas foram chamadas. O concurso vence no próximo ano.

Processos na Justiça

Outros três desembargadores tiveram nome citado no inquérito da Operação Caixa de Pandora: Romeu Gonzaga Neiva, José Cruz Macedo e o corregedor, Getúlio Pinheiro.

Em uma conversa com Durval, o chefe da Casa Civil e ex-secretário de Saúde José Geraldo Maciel comentam sobre o andamento de processos judiciais. Maciel diz que Cruz Macedo “tem sido bacana com a gente” e que até lhe pediu para transferir um médico parente do desembargador de um hospital para outro.

Noutro diálogo, Arruda também trata de processos com Durval. O governador afirma que vai falar com o presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, para ver “o que ele nos aconselha”. Arruda ainda diz que conversou com o corregedor Getúlio Pinheiro, mas o desembargador lhe dissera que estava apenas com um processo. “Ele disse, tem um outro processo e tal. Ele disse, e tá seguro comigo”, narrou Arruda.

Em conversa com jornalistas na manhã de sexta-feira, os desembargadores negaram a interferência em seus votos e acórdãos e divulgaram cópias dos esclarecimentos prestados formalmente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Exibiram cópias de decisões tomadas por eles que contrariavam os interesses dos acusados e do governo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PF DESMONTA VERSÃO PANETONE



Perícia da Polícia Federal conclui que Arruda forjou recibos para justificar os R$ 50 mil recebidos de Durval

ANDREI MEIRELES

Pressionado por lobista, Arruda inventou a compra de panetonesFlagrado em vídeo recebendo R$ 50 mil em dinheiro vivo de seu ex-secretário Durval Barbosa, o governador de Brasília José Roberto Arruda disse que eram recursos para a compra de panetones, que depois teriam sido distribuídos em comunidades carentes.A investigação da Polícia Federal mostra que a versão de Arruda também seria uma fraude. Segundo apurou a PF, há 20 dias o empresário Roberto Cortopassi Júnior, um dos donos da empresa da WRJ Engenharia, chamou para uma conversa o lobista Renato Malcotti – apontado pelos federais como um dos principais operadores financeiros do governador – num café no Shopping Liberty Mall. Cortopassi chegou com um laptop e exibiu para Malcotti um fragmento do vídeo em que Arruda recebe o dinheiro das mãos de Durval. Malcotti teria feito uma ameaça: se Arruda não determinasse ao Banco de Brasília, um banco estatal, a suspensão da cobrança de uma dívida milionária de sua empresa, ele iria divulgar o vídeo. Diante da ameaça, o governador foi aconselhado por advogados a ter uma explicação para o destino do dinheiro. A compra de panetone em período eleitoral poderia ser enquadrada como crime eleitoral, uma acusação que três anos depois das eleições teria pouca conseqüência prática. Há 10 dias, Durval foi chamado à residência oficial do governador, em Águas Claras, onde Arruda lhe teria pedido para assinar recibos sem datas que justificariam os gastos com os panetones. Na ocasião, Durval indagou: “E como eu vou explicar a origem do dinheiro?”. Um dos assessores de Arruda apontou uma saída: “Diz que foi uma vaquinha entre amigos”.

A reunião em Águas Claras foi monitorada pela PF. “Esperto, Durval assinou os recibos com um tipo de caneta que facilita a identificação de quando foi usada”, disse a ÉPOCA um investigador da Operação Pandora. De posse de cópias dos recibos, Durval foi direto da casa oficial do governador para a Polícia Federal. Ali, ele entregou os papéis para serem submetidos a uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística. A conclusão foi de que a assinatura era recente. “A tinta ainda estava fresca”, diz um dos investigadores.

domingo, 29 de novembro de 2009

NOOOSSA!!! ÊLE PARECIA TÃO " HONESTO"... GOVERNADOR DO DF PEGO COM A MÃO NAS CÉDULAS


Vídeo mostra Arruda com R$ 50 mil
Em fita entregue pela procuradoria, governador do DF aparece com maços de dinheiro, em notas de R$ 100

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

Governador recebe pacote de cédulas das mãos de Barbosa

BRASÍLIA - A subprocuradora da República Raquel Dodge anexou ao pedido de abertura de inquérito da Operação Caixa de Pandora, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma coleção de vídeos que, de acordo com a investigação, revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina no governo do Distrito Federal. O primeiro dos 30 vídeos expõe o governador José Roberto Arruda (DEM) como suposto “chefe da quadrilha”, atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006, e depois eleito para o comando do DF.


Veja também:

OAB estuda pedido de impeachment

Escuta flagra Arruda orientando distribuição de propina

Leia o inquérito da Operação Caixa e Pandora

Arruda exonera Durval Barbosa e afasta investigados

Oposição no DF analisa pedir o impeachment de Arruda

Segundo apuração da Polícia Federal, Arruda se beneficiava diretamente da cobrança de propinas em cumplicidade com o governo anterior, de Joaquim Roriz (2003-2006), que lhe teria dado carta branca para operar com o cabeça do esquema, o então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) Durval Barbosa. Depois de ser caixa de campanha de Arruda, Barbosa assumiu a Secretaria de Relações Institucionais do governo eleito em 2006.


Na primeira fita entregue pela procuradoria, Arruda aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, das mãos de Barbosa. O dinheiro, conforme apurou a PF, seria para pagamento de despesas pessoais do governador. A investigação indica que a fonte do dinheiro foi a empresária Cristina Bonner, do grupo TBA, que o teria repassado a título de “pedágio” regular pelos contratos supostamente direcionados por Arruda para a empresa com o então governo Roriz.


“Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui...”, pede Arruda, alegando que precisa guardar os maços de dinheiro. Enquanto Barbosa se levanta para buscar um pacote para guardar o dinheiro, Arruda emenda: “Eu tô achando que você podia passar lá em casa, porque descer com isso aqui é ruim.” Barbosa faz sinal de discordância e diz apenas: “Humm? Por quê? Não tem... (trecho inaudível)”


Marcelo Carvalho, um diretor do Grupo Paulo Octávio, a maior construtora e incorporadora imobiliária de Brasília, é quem aparece nesses vídeos, recebendo de Barbosa a cota de 30% que caberia ao vice-governador Paulo Octávio (DEM) na partilha. Apontado como um dos operadores, caberia a Carvalho distribuir valores arrecadados para pagar a deputados distritais da base aliada para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF.


ENTREGA


Outros vídeos mostram Durval, a mando de Arruda, providenciando a entrega de um suposto mensalão aos deputados Leonardo Prudente (DEM), presidente da Câmara Legislativa (R$ 50 mil), Eurides Brito (PMDB), Junior Brunelli (PSC), Odilon Aires (PMDB) e Benício Tavares (PMDB), além do chefe de gabinete do governador, Fábio Simão, todos com R$ 30 mil. Um vídeo é dedicado ao menos aquinhoado, o jornalista Omézio Pontes, que fica com R$ 10 mil mensais.


As 30 fitas foram entregues no primeiro depoimento, prestado por Barbosa em 17 de setembro de 2009, quando ele aceitou a oferta de se tornar réu colaborador em troca de benefícios pelos mais de 20 processos a que responde na Justiça. A petição da procuradora cita Arruda como um dos principais beneficiários da “organização criminosa”, acusada de “peculato, corrupção (ativa e passiva), fraude em licitação, crime eleitoral e crimes tributários”.
O grupo, conforme o Ministério Público, tinha vínculo estável e duradouro, com atuação desde pelo menos 2002, “e ainda em atividade”.


Seus membros são acusados de praticar fraude em licitações públicas do DF e superfaturamento de preços, para extrair daí propinas destinadas a gastos pessoais, enriquecimento ilícito, financiamento de campanhas e aliciamento de parlamentares na Câmara Legislativa.


Num dos vídeos, a empresária Cristina Bonner acerta com Barbosa a assinatura de um contrato emergencial milionário (sem licitação) com a Codeplan, pelo qual Arruda a compensaria pela doação de R$ 1 milhão que ela fizera à sua campanha de governador, por meio de caixa 2. Em outro, o dono da empresa de informática Linknet, Gilberto Lucena, conta a Barbosa como distribuiu parte do dinheiro recebido pelo artifício chamado “reconhecimento da dívida”. Consiste em prestar serviço sem cobertura e depois cobrar a conta do governo, paga a custa de uma propina maior ao pessoal do esquema. “Fui obrigado a pagar pedágio para o próprio Arruda”, afirma Lucena.


OUTRO LADO


Por meio de sua assessoria, Paulo Octavio informou que não vai se pronunciar. Ele aguarda informações dos advogados, que estão analisando a íntegra do inquérito, disponibilizado apenas na noite de sexta-feira. Também por sua assessoria, Cristina Bonner negou envolvimento da empresa com o caso. “O Grupo TBA não faz parte das empresas investigadas e repudia as especulações que estão ocorrendo. O grupo tomará as medidas cabíveis para ser ressarcido por eventuais danos de imagem que possam advir dessas especulações.” Arruda também não quis se manifestar.