domingo, 8 de novembro de 2009
JOVENS OBESOS E A CIRROSE HEPÁTICA
Jovens obesos sofrem mal que atinge bêbados
Pesquisa da Unifesp com 300 adolescentes apontou que metade desenvolveu esteatose
MARCELA SPINOSA, marcela.spinosa@grupoestado.com.br
Adolescentes acima do peso estão sendo atingidos por um mal silencioso, que era restrito a alcoólatras e aos que tiveram hepatite: a esteatose hepática não alcoólica, ou excesso de gordura no fígado. Se não for tratada, a doença pode evoluir para cirrose.
Metade dos 300 jovens entre 15 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tinha esteatose hepática não alcoólica. “É preocupante, porque a doença danifica profundamente as funções do órgão e, a cada ano, percebemos que a prevalência aumenta entre os jovens”, afirma a nutricionista Aline de Piano, autora do estudo.
A esteatose, que atinge até 5% da população brasileira e 90% dos obesos mórbidos, é causada pelo acúmulo de gordura no abdome, predisposição genética e ingestão elevada de carboidratos e alimentos com gordura saturada.
Estudo de 2007 sobre prevenção de obesidade entre crianças e adolescentes do governo do México, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde, diz que a obesidade é a primeira causa de doenças no fígado em jovens.
Para tratar a doença, é preciso fazer dieta e atividade física. Mas a perda de peso deve ser gradual, no máximo 1 quilo por semana. “Senão, o fígado não dará conta de sintetizar a gordura e ela se acumulará ainda mais no órgão”, diz a nutricionista. Nos casos mais graves, o paciente tem de tomar medicamentos. A pesquisa da Unifesp mostrou que 8% dos que passaram pelo tratamento conseguiram se curar.
Sem sinais
Apesar disso, ela é ainda mais preocupante por ser assintomática. Os sinais aparecem quando o fígado incha por causa da gordura. Sua coloração também muda: de marrom, passa para um tom amarelado. “Em grau mais avançado, causa desconforto na região abdominal e mal-estar”, diz Aline. O diagnóstico é feito por ultrassonografia ou ressonância magnética.
Diretamente relacionada à obesidade, a esteatose hepática não alcoólica causa ainda outro problema: aumenta a fome porque estimula a produção de uma substância chamada neuropeptídeo Y. Dessa forma, emagrecer é mais difícil ainda.
A esteatose se desenvolve em três níveis: no grau 1, afeta 30% do fígado, quando ainda tem gordura natural em sua estrutura. No grau 2, o excesso de gordura atinge 60% do órgão, vital para várias funções, como produção de colesterol. No grau 3, já comprometeu 90% dele.
“A partir daí, evolui para cirrose”, diz a coordenadora do grupo, Ana Dâmaso. Se não tratada, a cirrose pode matar.
Do total de jovens atendidos pelo ambulatório, 40% tinham o grau 1 da esteatose, 8% o nível 2 e 2% o estágio 3. O estudante João Gabriel Calixto, de 18 anos, tem o grau 2. “Não achei que era tão grave”, afirma.
Magros não estão imunes. Os que têm vida sedentária e comem alimentos com gordura saturada em excesso também estão sujeitos a desenvolver a esteatose hepática não alcoólica, já que a gordura se acumula no organismo.
Pesquisa da Unifesp com 300 adolescentes apontou que metade desenvolveu esteatose
MARCELA SPINOSA, marcela.spinosa@grupoestado.com.br
Adolescentes acima do peso estão sendo atingidos por um mal silencioso, que era restrito a alcoólatras e aos que tiveram hepatite: a esteatose hepática não alcoólica, ou excesso de gordura no fígado. Se não for tratada, a doença pode evoluir para cirrose.
Metade dos 300 jovens entre 15 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tinha esteatose hepática não alcoólica. “É preocupante, porque a doença danifica profundamente as funções do órgão e, a cada ano, percebemos que a prevalência aumenta entre os jovens”, afirma a nutricionista Aline de Piano, autora do estudo.
A esteatose, que atinge até 5% da população brasileira e 90% dos obesos mórbidos, é causada pelo acúmulo de gordura no abdome, predisposição genética e ingestão elevada de carboidratos e alimentos com gordura saturada.
Estudo de 2007 sobre prevenção de obesidade entre crianças e adolescentes do governo do México, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde, diz que a obesidade é a primeira causa de doenças no fígado em jovens.
Para tratar a doença, é preciso fazer dieta e atividade física. Mas a perda de peso deve ser gradual, no máximo 1 quilo por semana. “Senão, o fígado não dará conta de sintetizar a gordura e ela se acumulará ainda mais no órgão”, diz a nutricionista. Nos casos mais graves, o paciente tem de tomar medicamentos. A pesquisa da Unifesp mostrou que 8% dos que passaram pelo tratamento conseguiram se curar.
Sem sinais
Apesar disso, ela é ainda mais preocupante por ser assintomática. Os sinais aparecem quando o fígado incha por causa da gordura. Sua coloração também muda: de marrom, passa para um tom amarelado. “Em grau mais avançado, causa desconforto na região abdominal e mal-estar”, diz Aline. O diagnóstico é feito por ultrassonografia ou ressonância magnética.
Diretamente relacionada à obesidade, a esteatose hepática não alcoólica causa ainda outro problema: aumenta a fome porque estimula a produção de uma substância chamada neuropeptídeo Y. Dessa forma, emagrecer é mais difícil ainda.
A esteatose se desenvolve em três níveis: no grau 1, afeta 30% do fígado, quando ainda tem gordura natural em sua estrutura. No grau 2, o excesso de gordura atinge 60% do órgão, vital para várias funções, como produção de colesterol. No grau 3, já comprometeu 90% dele.
“A partir daí, evolui para cirrose”, diz a coordenadora do grupo, Ana Dâmaso. Se não tratada, a cirrose pode matar.
Do total de jovens atendidos pelo ambulatório, 40% tinham o grau 1 da esteatose, 8% o nível 2 e 2% o estágio 3. O estudante João Gabriel Calixto, de 18 anos, tem o grau 2. “Não achei que era tão grave”, afirma.
Magros não estão imunes. Os que têm vida sedentária e comem alimentos com gordura saturada em excesso também estão sujeitos a desenvolver a esteatose hepática não alcoólica, já que a gordura se acumula no organismo.
UNIBAN EXPULSA ALUNA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA
Domingo, 08 de Novembro de 2009 | Versão Impressa
Para assessor jurídico, estudante provocou situação
Simone Iwasso e Flávia Prado
A Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) decidiu expulsar a estudante de Turismo Geisy Arruda, de 20 anos, que foi perseguida, encurralada e xingada por um grande grupo de alunos nos corredores da instituição, no câmpus de São Bernardo, porque usava um vestido curto. Ela saiu do local escoltada pela polícia. O tumulto ocorreu no dia 22 de outubro e ganhou repercussão, gerando debates sobre intolerância na sociedade, após vídeos terem sido colocados do Youtube.
"Com o término da sindicância e da apuração dos fatos, a universidade decidiu desligar Geisy de seu quatro de estudantes por entender que ela foi responsável, que provocou a situação com sua atitude", afirmou ao Estado o assessor jurídico da Uniban, Décio Lencioni Machado. "Nunca tinha acontecido isso e outras meninas usam vestidos e saias curtas. Ocorreu com ela por causa de sua atitude em querer aparecer, desfilar na rampa, tirar fotos e passar pelas salas", justifica.
A sindicância da instituição decidiu também que suspenderá temporariamente os estudantes envolvidos no tumulto e advertirá funcionários que também foram identificados. Em comunicado, a Uniban afirma que cerca de 600 estudantes se aglomeraram em torno de Geisy na ocasião, "o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
Ainda de acordo com o texto, Geisy "tem frequentado as dependências da universidade em trajes inadequados e que indicam uma postura incompatível com o ambiente da universidade". A instituição diz que ela foi "alertada constantemente sobre a inconveniência de seus trajes". No dia do tumulto, "colegas indicam que, no interior do banheiro feminino, a aluna se negou a trocar a minissaia por um traje menos provocante".
Geisy, que foi informada sobre a decisão pela reportagem, contou que vai recorrer à Justiça. "A Uniban vai comprar uma briga maior ainda", disse ela, na tarde de ontem. "Eu não sou um problema. Os alunos é que agiram como bichos", afirmou a jovem, que trabalha em um mercado perto de sua casa.
Nehemias Domingos de Melo, advogado da estudante, afirma que tentou contato com a instituição, mas não conseguiu uma posição. "Não fomos informados de absolutamente nada", declarou Melo.
Os dois ficaram surpresos com a decisão da universidade porque, em reunião realizada na quarta-feira com a instituição, eles haviam acertado que ela voltaria a frequentar as aulas amanhã.
"Combinamos que eles iriam selecionar um segurança para me esperar na porta da faculdade e que a imprensa não seria avisada sobre a minha volta. Agora, se eu fui mesmo expulsa, não sei nem o que eu vou fazer", disse a estudante.
O episódio provocou reações diversas dentro da própria universidade. Nos dias seguintes ao ocorrido, estudantes se dividiam entre os que condenavam a atitude de Geisy, reforçando a ideia de que ela provocou as agressões que sofreu, os que não viram tanta importância no tumulto e os que consideraram a reação em massa uma violência exagerada.
COMENTÁRIOS
Esta aluna, com 100% de certeza, irá mover um processo contra esta Universidade, processo este que irá se arrastar por um longo tempo, mas ganhará, enquanto isso, deverá ser contratada por algum publicação, mídia televisiva, etc e tal.
Talvez uma outra Universidade ofereça-lhe este curso gratuitamente, tipo " bolsa de estudos", vamos esperar para ver.
ARVÃO
S. José dos Campos/SP
Para assessor jurídico, estudante provocou situação
Simone Iwasso e Flávia Prado
A Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) decidiu expulsar a estudante de Turismo Geisy Arruda, de 20 anos, que foi perseguida, encurralada e xingada por um grande grupo de alunos nos corredores da instituição, no câmpus de São Bernardo, porque usava um vestido curto. Ela saiu do local escoltada pela polícia. O tumulto ocorreu no dia 22 de outubro e ganhou repercussão, gerando debates sobre intolerância na sociedade, após vídeos terem sido colocados do Youtube.
"Com o término da sindicância e da apuração dos fatos, a universidade decidiu desligar Geisy de seu quatro de estudantes por entender que ela foi responsável, que provocou a situação com sua atitude", afirmou ao Estado o assessor jurídico da Uniban, Décio Lencioni Machado. "Nunca tinha acontecido isso e outras meninas usam vestidos e saias curtas. Ocorreu com ela por causa de sua atitude em querer aparecer, desfilar na rampa, tirar fotos e passar pelas salas", justifica.
A sindicância da instituição decidiu também que suspenderá temporariamente os estudantes envolvidos no tumulto e advertirá funcionários que também foram identificados. Em comunicado, a Uniban afirma que cerca de 600 estudantes se aglomeraram em torno de Geisy na ocasião, "o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
Ainda de acordo com o texto, Geisy "tem frequentado as dependências da universidade em trajes inadequados e que indicam uma postura incompatível com o ambiente da universidade". A instituição diz que ela foi "alertada constantemente sobre a inconveniência de seus trajes". No dia do tumulto, "colegas indicam que, no interior do banheiro feminino, a aluna se negou a trocar a minissaia por um traje menos provocante".
Geisy, que foi informada sobre a decisão pela reportagem, contou que vai recorrer à Justiça. "A Uniban vai comprar uma briga maior ainda", disse ela, na tarde de ontem. "Eu não sou um problema. Os alunos é que agiram como bichos", afirmou a jovem, que trabalha em um mercado perto de sua casa.
Nehemias Domingos de Melo, advogado da estudante, afirma que tentou contato com a instituição, mas não conseguiu uma posição. "Não fomos informados de absolutamente nada", declarou Melo.
Os dois ficaram surpresos com a decisão da universidade porque, em reunião realizada na quarta-feira com a instituição, eles haviam acertado que ela voltaria a frequentar as aulas amanhã.
"Combinamos que eles iriam selecionar um segurança para me esperar na porta da faculdade e que a imprensa não seria avisada sobre a minha volta. Agora, se eu fui mesmo expulsa, não sei nem o que eu vou fazer", disse a estudante.
O episódio provocou reações diversas dentro da própria universidade. Nos dias seguintes ao ocorrido, estudantes se dividiam entre os que condenavam a atitude de Geisy, reforçando a ideia de que ela provocou as agressões que sofreu, os que não viram tanta importância no tumulto e os que consideraram a reação em massa uma violência exagerada.
COMENTÁRIOS
Esta aluna, com 100% de certeza, irá mover um processo contra esta Universidade, processo este que irá se arrastar por um longo tempo, mas ganhará, enquanto isso, deverá ser contratada por algum publicação, mídia televisiva, etc e tal.
Talvez uma outra Universidade ofereça-lhe este curso gratuitamente, tipo " bolsa de estudos", vamos esperar para ver.
ARVÃO
S. José dos Campos/SP
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JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
PF CITA IRMÃO DO PRESIDENTE DO TCU EM ESQUEMA DE FRAUDES NA FUNASA - JORNAL O ESTADO DE S. PAULO
Guaracy Aguiar teria atestado como prontas obras inacabadas e dado verbas, apesar de indícios de superfaturamento
Rodrigo Rangel, ENVIADO ESPECIAL, BREJO SANTO
Investigação da Operação Fumaça da Polícia Federal e do Ministério Público Federal mapeou, com quebras legais de sigilo bancário e telefônico e um amontoado de cópias de contratos e convênios fraudados, os caminhos do desvio de verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde cuja atribuição é financiar projetos de saneamento básico e saúde indígena. Os relatórios, a que o Estado teve acesso, indicam que a Funasa - historicamente dominada por indicações políticas e que o próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já admitiu ser um "foco de corrupção" - se transformou num balcão de negócios.
No rol de investigados está Guaracy Aguiar, irmão do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar. Coordenador da Funasa no Ceará entre 2007 e 2009, ele é apontado como integrante da cadeia de comando do clientelismo, liberando verbas e atestando como prontas obras inacabadas, apesar de evidências de superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de dinheiro.
O presidente da Funasa, Danilo Forte, indicado para o cargo pelo PMDB, é outro que aparece nas ligações telefônicas, citado por representantes de empreiteiras e funcionários do próprio órgão como facilitador na liberação de verbas para obras sob suspeita.
EM FAMÍLIA
A investigação, iniciada em julho do ano passado, tem como foco convênios firmados no Ceará, Estado de Danilo Forte e de Guaracy Aguiar, hoje deputado estadual. Um exemplo dos efeitos do desvio de recursos públicos é a Vila Esperança, em Brejo Santo, no sul do Ceará. Por lá, as famílias vivem sem banheiro, apesar de a Funasa ter liberado dinheiro há quatro anos para construir os sanitários no povoado.
Na sede do município, a rede de esgoto ficou pela metade. Só para essas duas obras, a Funasa assinou convênios de R$ 2,5 milhões. Boa parte do dinheiro sumiu. O orçamento do órgão deste ano para todo o Brasil, destinado a obras como as de Brejo Santo, é de R$ 4,6 bilhões.
A simplicidade dos esquemas de corrupção surpreende. Em meio aos negócios mapeados pela PF e pelo Ministério Público há convênios liberados pela sede da Funasa, em Brasília, que no Ceará tiveram as verbas destinadas a empresas registradas em nome de parentes de engenheiros do próprio órgão encarregados de vistoriar a execução dos projetos.
As irregularidades, diz o inquérito da PF, começam ainda no processo de licitação, com direcionamento para empreiteiras "de fachada" ligadas a funcionários da Funasa. Foi assim na construção da rede de esgoto de Brejo Santo. A contratada para o serviço foi a Alge Engenharia de Serviços Técnicos Ltda., que tem como sócios a irmã e o filho de Ricardo Barbosa Nunes, engenheiro da Funasa e ex-chefe da divisão de engenharia do órgão no Ceará.
Segundo a polícia, "para executar obras em municípios cearenses que recebem dinheiro da Funasa" o engenheiro utiliza a Alge e uma outra empresa, a Proserma, registrada em nome da mulher dele. Uma inspeção da Controladoria-Geral da União na obra executada pela Alge em Brejo Santo constatou que vários serviços previstos no contrato não foram concluídos. Apesar disso, os laudos elaborados pela divisão de engenharia da Funasa atestavam "a boa e regular realização dos serviços". Perícia concluiu que a obra, no valor de R$ 1,9 milhão, foi superfaturada em pelo menos R$ 650 mil.
Ao destrinchar os detalhes de contrato, a polícia descobriu, ainda, que o prefeito à época da assinatura do convênio com a Funasa, Francisco Wider Landim, sacou dinheiro da conta do convênio e chegou a assinar um aditivo ao contrato depois de ter deixado o mandato.
"QUE DIABO É ISSO?"
A cadeia de corrupção, segundo o inquérito, é alimentada por uma rede que interliga funcionários e dirigentes da Funasa, prefeitos, empreiteiros e lobistas que agem desde a elaboração da minuta do convênio até a liberação dos recursos. Nos telefonemas, os investigados fazem referência a contatos com o presidente da Funasa.
Numa das ligações, gravada em outubro do ano passado, o engenheiro Mauro Façanha conversa com um lobista sobre uma verba de R$ 4 milhões. O lobista diz que Danilo Forte estava pessoalmente empenhado na liberação do dinheiro. "O Danilo quer isso resolvido até terça-feira", afirma. Em outra conversa, o lobista diz: "Nós estamos tratando diretamente com o Danilo."
As conversas revelam condução política na liberação dos convênios. Numa ligação com seu adjunto à época, Guaracy Aguiar se irrita ao saber que seriam liberados recursos para cidades cujos prefeitos eram aliados do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "Agora a m. foi que eu vim saber (de) três municípios do Tasso", diz. "Que diabo é isso, rapaz?", questiona. A conversa foi gravada em setembro de 2008, em plena campanha municipal.
Em outros diálogos, Aguiar aparece tratando de doações a políticos do interior e cobrando pagamentos. "Eu posso mandar o Alan (um assessor) pegar aquele negócio?", pergunta ele a um ex-deputado do Ceará. "Vamos marcar pro dia 22, quando eu tenho dinheiro", responde o interlocutor. Aguiar nega que o dinheiro tivesse alguma relação com a Funasa.
COMENTÁRIOS
Senhores, são realmente bandidos? Está provado por a mais b?
Por que não a cadeia neles? Por que não processá-los, todos, sem exceção por formação de quadrilha, desvio de dinheiro público,licitações fraudulentas, etc, etc...
Não são bandidos? A Lei nêles, ou são pessoas "especiais"???
Onde está a Justiça que não age rápidamente neste casos, prendendo esta quadrilha e resgatando todos os seus patrimônios e devolvendo à União? Tem mais?
Claro que tem!
É so investigarem...
ARVÃO
S. José dos Campos/SP
Rodrigo Rangel, ENVIADO ESPECIAL, BREJO SANTO
Investigação da Operação Fumaça da Polícia Federal e do Ministério Público Federal mapeou, com quebras legais de sigilo bancário e telefônico e um amontoado de cópias de contratos e convênios fraudados, os caminhos do desvio de verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde cuja atribuição é financiar projetos de saneamento básico e saúde indígena. Os relatórios, a que o Estado teve acesso, indicam que a Funasa - historicamente dominada por indicações políticas e que o próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já admitiu ser um "foco de corrupção" - se transformou num balcão de negócios.
No rol de investigados está Guaracy Aguiar, irmão do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar. Coordenador da Funasa no Ceará entre 2007 e 2009, ele é apontado como integrante da cadeia de comando do clientelismo, liberando verbas e atestando como prontas obras inacabadas, apesar de evidências de superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de dinheiro.
O presidente da Funasa, Danilo Forte, indicado para o cargo pelo PMDB, é outro que aparece nas ligações telefônicas, citado por representantes de empreiteiras e funcionários do próprio órgão como facilitador na liberação de verbas para obras sob suspeita.
EM FAMÍLIA
A investigação, iniciada em julho do ano passado, tem como foco convênios firmados no Ceará, Estado de Danilo Forte e de Guaracy Aguiar, hoje deputado estadual. Um exemplo dos efeitos do desvio de recursos públicos é a Vila Esperança, em Brejo Santo, no sul do Ceará. Por lá, as famílias vivem sem banheiro, apesar de a Funasa ter liberado dinheiro há quatro anos para construir os sanitários no povoado.
Na sede do município, a rede de esgoto ficou pela metade. Só para essas duas obras, a Funasa assinou convênios de R$ 2,5 milhões. Boa parte do dinheiro sumiu. O orçamento do órgão deste ano para todo o Brasil, destinado a obras como as de Brejo Santo, é de R$ 4,6 bilhões.
A simplicidade dos esquemas de corrupção surpreende. Em meio aos negócios mapeados pela PF e pelo Ministério Público há convênios liberados pela sede da Funasa, em Brasília, que no Ceará tiveram as verbas destinadas a empresas registradas em nome de parentes de engenheiros do próprio órgão encarregados de vistoriar a execução dos projetos.
As irregularidades, diz o inquérito da PF, começam ainda no processo de licitação, com direcionamento para empreiteiras "de fachada" ligadas a funcionários da Funasa. Foi assim na construção da rede de esgoto de Brejo Santo. A contratada para o serviço foi a Alge Engenharia de Serviços Técnicos Ltda., que tem como sócios a irmã e o filho de Ricardo Barbosa Nunes, engenheiro da Funasa e ex-chefe da divisão de engenharia do órgão no Ceará.
Segundo a polícia, "para executar obras em municípios cearenses que recebem dinheiro da Funasa" o engenheiro utiliza a Alge e uma outra empresa, a Proserma, registrada em nome da mulher dele. Uma inspeção da Controladoria-Geral da União na obra executada pela Alge em Brejo Santo constatou que vários serviços previstos no contrato não foram concluídos. Apesar disso, os laudos elaborados pela divisão de engenharia da Funasa atestavam "a boa e regular realização dos serviços". Perícia concluiu que a obra, no valor de R$ 1,9 milhão, foi superfaturada em pelo menos R$ 650 mil.
Ao destrinchar os detalhes de contrato, a polícia descobriu, ainda, que o prefeito à época da assinatura do convênio com a Funasa, Francisco Wider Landim, sacou dinheiro da conta do convênio e chegou a assinar um aditivo ao contrato depois de ter deixado o mandato.
"QUE DIABO É ISSO?"
A cadeia de corrupção, segundo o inquérito, é alimentada por uma rede que interliga funcionários e dirigentes da Funasa, prefeitos, empreiteiros e lobistas que agem desde a elaboração da minuta do convênio até a liberação dos recursos. Nos telefonemas, os investigados fazem referência a contatos com o presidente da Funasa.
Numa das ligações, gravada em outubro do ano passado, o engenheiro Mauro Façanha conversa com um lobista sobre uma verba de R$ 4 milhões. O lobista diz que Danilo Forte estava pessoalmente empenhado na liberação do dinheiro. "O Danilo quer isso resolvido até terça-feira", afirma. Em outra conversa, o lobista diz: "Nós estamos tratando diretamente com o Danilo."
As conversas revelam condução política na liberação dos convênios. Numa ligação com seu adjunto à época, Guaracy Aguiar se irrita ao saber que seriam liberados recursos para cidades cujos prefeitos eram aliados do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "Agora a m. foi que eu vim saber (de) três municípios do Tasso", diz. "Que diabo é isso, rapaz?", questiona. A conversa foi gravada em setembro de 2008, em plena campanha municipal.
Em outros diálogos, Aguiar aparece tratando de doações a políticos do interior e cobrando pagamentos. "Eu posso mandar o Alan (um assessor) pegar aquele negócio?", pergunta ele a um ex-deputado do Ceará. "Vamos marcar pro dia 22, quando eu tenho dinheiro", responde o interlocutor. Aguiar nega que o dinheiro tivesse alguma relação com a Funasa.
COMENTÁRIOS
Senhores, são realmente bandidos? Está provado por a mais b?
Por que não a cadeia neles? Por que não processá-los, todos, sem exceção por formação de quadrilha, desvio de dinheiro público,licitações fraudulentas, etc, etc...
Não são bandidos? A Lei nêles, ou são pessoas "especiais"???
Onde está a Justiça que não age rápidamente neste casos, prendendo esta quadrilha e resgatando todos os seus patrimônios e devolvendo à União? Tem mais?
Claro que tem!
É so investigarem...
ARVÃO
S. José dos Campos/SP
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FUNASA - FRAUDES - ROUBOS - BANDIDOS
sábado, 7 de novembro de 2009
DINHEIRO PÚBLICO
POLÍTICA
Vereador Cristóvão (PSDB) fica quase um mês fora do país, sem abrir mão do salário da Câmara de S.José
O vereador Cristóvão Gonçalves (PSDB) permaneceu quase um mês fora do país acompanhando um campeonato de artes marciais, sem abrir mão do salário de R$ 8.320 na Câmara de São José dos Campos.
Segundo informações oficiais, o tucano "representou" o Legislativo nos Jogos Nacionais da Coreia do Sul, a convite da Liga Nacional de Taekwondo --esporte que o vereador pratica.
Cristóvão se afastou oficialmente do mandato no dia 06 de outubro, com o aval de todos os demais parlamentares, só retornando ao trabalho na sessão da última quinta-feira, dia 12.
Vereador Cristóvão (PSDB) fica quase um mês fora do país, sem abrir mão do salário da Câmara de S.José
O vereador Cristóvão Gonçalves (PSDB) permaneceu quase um mês fora do país acompanhando um campeonato de artes marciais, sem abrir mão do salário de R$ 8.320 na Câmara de São José dos Campos.
Segundo informações oficiais, o tucano "representou" o Legislativo nos Jogos Nacionais da Coreia do Sul, a convite da Liga Nacional de Taekwondo --esporte que o vereador pratica.
Cristóvão se afastou oficialmente do mandato no dia 06 de outubro, com o aval de todos os demais parlamentares, só retornando ao trabalho na sessão da última quinta-feira, dia 12.
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JORNAL VALEPARAIBANO
TAEKWONDO - VEREADORES DE S. JOSÉ DOS CAMPOS/SP
TAEKWONDO
Senhores, chegamos ao limite de nossa paciência, nestas terras de São José do Campos., a politicalha local é de uma "ingenuidade" ultrajante, fazem do dinheiro do pobre contribuinte o que querem, o que querem mesmo!!!
Não ficam ruborizados, perderam a vergonha e se apresentam como os supra-sumos do engôdo, da falsidade, ao declararem, que " absorvem conhecimentos" em viagens de recreio com o aval de quem deveria repreender e orientar em suas condutas politicas, que seria o presidente da câmara e o secretário geral.
Mas, uma mão lava a outra e as duas lavam as caras deslavadas destes senhores que no poder fazem do troca troca a moeda da compensação., compensação sinistra e desastrosa para os cofres públicos, com a anuência dos outros vereadores que lá estão, para agirem em pról da população ou estou enganado?
O MP deve novamente intervir neste caso, pleiteando, exigindo até, que estes dias "parados" (como os outros também não o são???), fôssem descontados deste "praticante" de artes marciais.
Censuramos os jovens quando fazem algum desvio e o que dizer destes senhores de cabelos grisalhos, que deveriam dar exemplos, praticando atos, com a conivência de todos, em detrimento do povo joseense?
Como diria, parodiando, Ruy Barbosa, um dia o homem teria vergonha de ser honesto de tanto ver propagar a indecência com desculpas esfarrapadas.
Senhores, chegamos ao limite de nossa paciência, nestas terras de São José do Campos., a politicalha local é de uma "ingenuidade" ultrajante, fazem do dinheiro do pobre contribuinte o que querem, o que querem mesmo!!!
Não ficam ruborizados, perderam a vergonha e se apresentam como os supra-sumos do engôdo, da falsidade, ao declararem, que " absorvem conhecimentos" em viagens de recreio com o aval de quem deveria repreender e orientar em suas condutas politicas, que seria o presidente da câmara e o secretário geral.
Mas, uma mão lava a outra e as duas lavam as caras deslavadas destes senhores que no poder fazem do troca troca a moeda da compensação., compensação sinistra e desastrosa para os cofres públicos, com a anuência dos outros vereadores que lá estão, para agirem em pról da população ou estou enganado?
O MP deve novamente intervir neste caso, pleiteando, exigindo até, que estes dias "parados" (como os outros também não o são???), fôssem descontados deste "praticante" de artes marciais.
Censuramos os jovens quando fazem algum desvio e o que dizer destes senhores de cabelos grisalhos, que deveriam dar exemplos, praticando atos, com a conivência de todos, em detrimento do povo joseense?
Como diria, parodiando, Ruy Barbosa, um dia o homem teria vergonha de ser honesto de tanto ver propagar a indecência com desculpas esfarrapadas.
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TAEKWONDO - VEREADORES
domingo, 1 de novembro de 2009
EDITORIAL JORNAL VALEPARAIBANO - 01.11.09 - DOMINGO
Opinião
A Pequena Notável
PSDB foge do debate sobre o funcionalismo público e prefere gastar R$ 8.000 para ter Maisa
Entre o pão e o circo para o funcionalismo municipal, a Prefeitura de São José dos Campos optou pelo circo.
Para marcar o Dia do Servidor, na última quarta-feira, o governo Eduardo Cury (PSDB) --que meses antes havia determinado um aperto de cintos nos gastos públicos em razão da crise-- não hesitou em gastar R$ 8.000 para ter a presença da apresentadora-mirim Maisa no culto ecumênico que homenageou o funcionalismo municipal. Maisa participou do culto, cumprimenmtou os presentes e posou para fotos. Por que Maisa? Segundo o governo, a pequena notável havia sido escolhida pela própria categoria, em pesquisa informal. Além disso, ainda segundo a prefeitura, Maisa, como ex-moradora da cidade, teria usufruído, direta ou indiretamente, do trabalho dos servidores. A explicação faz algum sentido? Pior, tem mais: a administração do PSDB fala sobre os R$ 8.000 de cachê como uma pechincha, uma vez que os empresários de Maisa haviam pedido R$ 15 mil. Resumo dessa ópera-bufa --para presenter o funcionalismo, o circo.
Que presente o funcionalismo esperava?
Em 13 anos, sucessivos governos do PSDB não conseguiram traçar uma política consistente para os servidores, tratados ora como um impecilho ao bom funcionamento da máquina pública, ora como um peso no Orçamento Municipal. Embora Emanuel Fernandes e Eduardo Cury tenham chegado a diagnósticos precisos sobre o funcionalismo, nenhuma reforma de vulto foi adotada. Ao invés de enfrentar de frente o desafio --necessário-- de rever o Estatuto e o Plano de Carreira do Servidor Público, em um debate aberto e franco, envolvendo o funcionalismo e a sociedade (que é quem banca a máquina pública), Cury optou por reformas pontuais, ora mexendo no Estatuto da Guarda Municipal, ora mexendo na área da Saúde. De um lado, o funcionalismo não teve aumento real (só a reposição da inflação, graças ao gatilho salarial), uma das reivindicações da categoria e do Sindicato dos Servidores, nem passou por um processo de profissionalização e eficiência, reivindicação e direito da sociedade. Concurso público? Há muito tempo a Prefeitura de São José não sabe o que é isso. O álibi para que ele não ocorra é a Lei de Responsabilidade Fiscal. A solução? Encher o governo de assessores de confiança e estagiários.
Dessa forma, Cury repete o que, na esfera federal, é feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: foge do desafio de profissionalizar o serviço público pelo caminho mais fácil e político. Para que descascar o abacaxi do funcionalismo? Basta contratar estagiários e pagar R$ 8.000 por Maisa. Dá menos trabalho e é mais barato.
A Pequena Notável
PSDB foge do debate sobre o funcionalismo público e prefere gastar R$ 8.000 para ter Maisa
Entre o pão e o circo para o funcionalismo municipal, a Prefeitura de São José dos Campos optou pelo circo.
Para marcar o Dia do Servidor, na última quarta-feira, o governo Eduardo Cury (PSDB) --que meses antes havia determinado um aperto de cintos nos gastos públicos em razão da crise-- não hesitou em gastar R$ 8.000 para ter a presença da apresentadora-mirim Maisa no culto ecumênico que homenageou o funcionalismo municipal. Maisa participou do culto, cumprimenmtou os presentes e posou para fotos. Por que Maisa? Segundo o governo, a pequena notável havia sido escolhida pela própria categoria, em pesquisa informal. Além disso, ainda segundo a prefeitura, Maisa, como ex-moradora da cidade, teria usufruído, direta ou indiretamente, do trabalho dos servidores. A explicação faz algum sentido? Pior, tem mais: a administração do PSDB fala sobre os R$ 8.000 de cachê como uma pechincha, uma vez que os empresários de Maisa haviam pedido R$ 15 mil. Resumo dessa ópera-bufa --para presenter o funcionalismo, o circo.
Que presente o funcionalismo esperava?
Em 13 anos, sucessivos governos do PSDB não conseguiram traçar uma política consistente para os servidores, tratados ora como um impecilho ao bom funcionamento da máquina pública, ora como um peso no Orçamento Municipal. Embora Emanuel Fernandes e Eduardo Cury tenham chegado a diagnósticos precisos sobre o funcionalismo, nenhuma reforma de vulto foi adotada. Ao invés de enfrentar de frente o desafio --necessário-- de rever o Estatuto e o Plano de Carreira do Servidor Público, em um debate aberto e franco, envolvendo o funcionalismo e a sociedade (que é quem banca a máquina pública), Cury optou por reformas pontuais, ora mexendo no Estatuto da Guarda Municipal, ora mexendo na área da Saúde. De um lado, o funcionalismo não teve aumento real (só a reposição da inflação, graças ao gatilho salarial), uma das reivindicações da categoria e do Sindicato dos Servidores, nem passou por um processo de profissionalização e eficiência, reivindicação e direito da sociedade. Concurso público? Há muito tempo a Prefeitura de São José não sabe o que é isso. O álibi para que ele não ocorra é a Lei de Responsabilidade Fiscal. A solução? Encher o governo de assessores de confiança e estagiários.
Dessa forma, Cury repete o que, na esfera federal, é feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: foge do desafio de profissionalizar o serviço público pelo caminho mais fácil e político. Para que descascar o abacaxi do funcionalismo? Basta contratar estagiários e pagar R$ 8.000 por Maisa. Dá menos trabalho e é mais barato.
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MAISA - CURY - PSDB
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