segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CLODOVIL - DESTA VIDA NADA SE LEVA




Encontrada gravata de brilhantes de Clodovil avaliada em R$ 23 mil
Nossos repórteres entraram esta semana no apartamento funcional do deputado e estilista Clodovil, morto em março passado.

Gravata cravejada de brilhantes, apartamento com alas separadas para ternos de verão e de inverno, dezenas e dezenas de sapatos, todos feitos sob medida. Muito luxo. Pois foi tudo isso que nossos repórteres encontraram esta semana no apartamento funcional do deputado e estilista Clodovil, morto em março passado.


Vale muito mais do que pesa. A gravata borboleta usada por Clodovil no réveillon de 2008 não chega a ter cem gramas e está avaliada em R$ 23 mil. São exatamente 1.095 brilhantes cravejados em uma armação de ouro branco 18 quilates. A gravata estava desaparecida desde a morte do estilista, em março deste ano. Dois meses depois, em uma entrevista ao Fantástico, o ex-assessor de Clodovil João Toledo chegou a insinuar que alguém a teria roubado. Agora, o mistério foi resolvido.

"Clodovil teria deixado a gravata com o joalheiro Antonio Carlos, que sempre trabalhou para ele, para consertar. Parece que a gravata havia caído e um brilhante teria soltado. Acabamos negociando. Eu paguei R$ 2 mil pelo conserto, e ele me devolveu a gravata. Foi assim", conta a advogada e amiga de Clodovil Maria Hebe Pereira Queiroz.

Os brincos de diamante, ninguém sabe onde foram parar. Mas uma coisa é certa: não estão no cofre do apartamento de Brasília, onde Clodovil passou os últimos meses de vida.

Esta semana, o Fantástico acompanhou com exclusividade a reabertura do imóvel, lacrado desde a morte do ex-deputado. E o cofre estava vazio.

"Eu também me espantei. Nós abrimos o cofre e não tinha nada. Pode ser que ainda apareça", diz Maria Hebe, que ficou responsável por administrar os bens deixados por Clodovil.

Maria Hebe foi esta semana a Brasília, junto com Maurício Petiz, ex-chefe de gabinete de Clodovil. Os dois queriam conferir uma lista feita pela Coordenação de Habitação da Câmara de tudo o que havia no apartamento. São mais de 2 mil itens, incluindo copos e taças de cristal e jogos de jantar com as iniciais CH, de Clodovil Hernandes. Nas cadeiras da sala, o tecido também leva a gravação das letras.

Quando Clodovil foi para Brasília, queria um banheiro forrado de espelhos, mas era muito difícil transportar tudo de São Paulo. A alternativa foi fazer algo que lembrasse um deck, como se o ex-deputado estivesse em uma piscina tomando sol. Clodovil usava a banheira diariamente. No banheiro também está a última coisa que ele comprou: duas garrafas de cristal para guardar colônia e sais de banho.

Há obras de arte em todas as paredes. Boa parte com imagens do próprio Clodovil. No quarto, em frente à cama, fica um quadro com a pintura da mãe. Outro quadro, retratando Clodovil com cachorros, ficava no gabinete. Clodovil gostava tanto de ficar na cama que mandou fazer uma do jeitinho que queria e, para não precisar levantar, colocou ao lado, no criado-mudo, uma campainha para chamar os empregados.

Maurício trabalhou 25 anos com o estilista. "Eu não diria que ele era bravo. Ele sempre foi muito exigente. Exigia muito mais dele do que das pessoas e, por conta disso, judiava demais", diz. "Em determinada ocasião, ele comprou o filme 'O diabo veste Prada' e nós assistimos juntos. Ele se identificou demais com a personagem da Meryl Streep, dizia que era ele".

No filme, Meryl Streep é Miranda Priesley. Considerada uma megera pelos subalternos, ela dirige a mais influente revista de moda do planeta. Clodovil também era exigente com tudo. Nas gavetas, só entravam gravatas italianas ou francesas e lenços de seda pura. Todos os sapatos eram feitos sob medida.

"Ele usou a gravata e com sapatos de verniz uma única vez", diz Maurício o ex-assessor. Maurício cota que Clodovil tinha um armário só para os paletós escuros, usados no inverno. "Ele escolhia o tecido e desenhava o modelo junto com o alfaiate. Um modelo é de algodão egípcio".

Elegância era fundamental. Da última viagem que fez a Paris, trouxe guarda-chuvas. "A taxa para retirar foi mais cara que os guarda-chuvas. Coisas de Clodovil", diz Maurício.

As coisas de Clodovil agora serão levadas para uma mansão do ex-deputado em Cotia, na Grande São Paulo. É lá que será materializado o ultimo desejo dele: a criação de uma fundação para educar meninas carentes.

Fotos feitas por uma revista do fim da década de 1990 mostram o luxo que cobria a área, de mais de 2,3 mil metros quadrados. O cenário encontrado pelo Fantástico em Cotia é muito diferente. O lugar está abandonado. O jardim virou lar de uma família de saguis. Teias de aranha, fotos mofadas, madeira podre, máquinas de costura cheias de pó.

Na lateral ficava uma das áreas da casa de que Clodovil mais gostava. Hoje é difícil andar no local, onde ficava um canil. Na casa, ele chegou a ter dez cachorros.

"Ele era muito carinhoso com os cachorrinhos, dizia que a única certeza que tinha na vida era o afeto dos cachorrinhos", conta Maurício.

Com o dinheiro de uma ação trabalhista que Clodovil movia e foi resolvida recentemente, a advogada pagou impostos atrasados da casa e vai reformar o imóvel. Também pretende leiloar os bens do apartamento.

"Eram dívidas altas. Restou muito pouco, ou quase nada. Então, a fundação precisa de dinheiro", diz Maria Hebe.


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1163735-7823-CONHECA+O+APARTAMENTO+DE+CLODOVIL+EM+BRASILIA,00.html

SEGREDOS EM UM OLHAR

PINGOS - FOTOS CASEIRAS - CARRIE WHITE -




ANEL ROUBADO DE NAPOLEÃO BONAPARTE


IRÃ SE APEGA AO BRASIL

O desafio iraniano
O Irã é o apego a uma aliança com a América do Sul
O regime iraniano, questionou em seu país e quase isolado do programa nuclear do mundo, olhar para o Brasil, Bolívia e Venezuela, novos parceiros políticos e comerciais
Soledad Gallego-Díaz - Buenos Aires -- 23/11/2009



Brasil de hoje da chegada do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é uma operação arriscada diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende reforçar o seu papel como um jogador internacional, e oferecido como um possível mediador, tanto no conflito do Médio Oriente e da que levantam os planos nucleares de Teerã, mas pode estar em uma posição difícil, se a visita termina com um fiasco completo. Isto vem apenas dias depois que o Irã ignorou a proposta da comunidade internacional para conduzir as operações de enriquecimento de urânio em um terceiro país e não em casa.


Extensos relacionamentos

A oposição faz calmaria não os mulás
Caracas-Damasco-Teerã, um vôo mais misterioso
Irã aumentou o seu desafio emulando um ataque contra suas instalações nucleares

Mahmoud Ahmadinejad

PROFUNDIDADE
Nascimento: 1956 Localização: Garmsar
Brasil
PROFUNDIDADE
Capital: Brasília. Governo: República Federal. População: 191.908.598 (2008)
Irã
PROFUNDIDADE
Capital: Teerã. Governo: Teocrático República. População: 65.875.224 (est. 2008)
Venezuela
PROFUNDIDADE
Capital: Caracas. Governo: República. População: 26.414.815 (est. 2008)

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O Irã está procurando desesperadamente o apoio internacional, que são simpáticos à sua política nuclear e, acima de tudo, parceiros de negócios, que lhe permitam evitar as consequências do encerramento marcação sofrendo todas as suas operações financeiras no exterior: mais de 80 grandes bancos internacionais em todo o mundo parou de fazer negócios com bancos iranianos nos últimos anos.

Nesse sentido, a América Latina se tornou o palco de um grande esforço diplomático iraniano para penetrar, embora, até agora limitada a um pequeno grupo de países liderados pela Venezuela, parceiro do Irã na Opep. Através de Caracas, Teerã fez a aproximação com a Nicarágua, Bolívia e Equador. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, se reuniu 11 vezes com seu colega iraniano de Teerã e visitou sete vezes desde 1999. Em 2008, foram os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa, que viajou para Teerã. Na Argentina, por outro lado, o relacionamento é cortado pela recusa do Irã a entregar vários funcionários suspeitos de envolvimento no ataque contra uma Associação Mutual Israel em Buenos Aires, que matou 85 pessoas em 1994.

Globalmente, o Irã assinou mais de 150 acordos com a Venezuela, Bolívia e Equador, e até mesmo tornou-se observador, simbólica, na ALBA (Alternativa Bolivariana para América).

Nenhuma dessas viagens e as modalidades tinha despertado muita preocupação como a turnê que começa hoje. O Brasil é um país muito diferente e apresenta um cenário diferente. Portanto, Israel tem entendido, que foi rápido a enviar o Brasil para Shimon Peres há 10 dias. O presidente israelense, que viajam para a América Latina pela primeira vez nos últimos 20 anos, encontrou-se com Lula para manifestar a sua preocupação sobre o que Tel Aviv considera uma posição de "excesso de apaziguamento" com o Irão.

Peres tomar conhecimento do desejo do Brasil de desempenhar um papel nas negociações no Oriente Médio, Brasília, que considerou essencial para qualificar quando chegar a hora, a um assento no Conselho de Segurança da ONU. O presidente israelense foi conciliadora e publicamente convidou Lula a participar dos esforços para a paz. Mesmo que ele ficou satisfeito que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, foram visitar Brasília (o que ocorreu poucos dias depois). Mas ele teve um encontro no Congresso Brasileiro de tornar claro o que pensava da presença do presidente iraniano, "Ahmadinejad", disse ele, "é uma ameaça para a paz" e um inimigo declarado de Israel.

A preocupação de Israel para a presença do Irã na América Latina também se fez sentir durante a sua visita a Buenos Aires, um terreno muito mais fértil porque a cidade tem a terceira maior população judia fora de Israel no mundo. Peres tentou, sem muito sucesso, que o presidente Cristina Fernández pressionados Hugo Chávez de cortar esses laços de amizade crescente. A resposta foi curta: "A Argentina não vai permitir que ninguém a escolher os amigos nem se destina a escolher os amigos", disse o presidente.

Lula, por sua vez, sustentou que a pior maneira de lidar com a questão nuclear iraniana é isolar esse país e seus dirigentes. "Nós acreditamos que é muito mais importante manter um diálogo com o Irã apenas para dizer não, deixando-o isolado e estigmatizado", disse ele à Reuters Marco Aurélio Garcia, um dos seus principais assessores em política internacional. Perguntado por um repórter israelense durante uma visita de Peres, Lula insistiu que a postura conciliadora: "Não é necessário construir a paz no Oriente Médio se não falar com todas as forças políticas e religiosas que querem a paz, ou que se opõem à paz . E outro que lembrou que Ahmadinejad nega o Holocausto, Lula pediu para não entrar em uma discussão frases ou palavras. Fontes diplomáticas têm sugerido, entretanto, têm chamado a Ahmadinejad para moderar a sua linguagem e fugir de qualquer outra referência ao assunto.

O Brasil tem uma posição peculiar em matéria de energia nuclear, porque desenvolve o seu próprio programa de tecnologia nuclear para fins pacíficos, e mesmo se preparando para produzir, com a ajuda do francês, um submarino movido a energia nuclear. Em 2004, Brasília se recusou a permitir que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para inspecionar suas instalações de enriquecimento de urânio em Resende, mas sua posição não levantar suspeitas, porque a Constituição brasileira proíbe a fabricação ou possuir armas nucleares, porque o país assinou todos os acordos internacionais nesta matéria e porque a comunidade internacional não tem dúvidas sobre sua intenção pacífica.

A maior preocupação sobre a visita de Ahmadinejad ao Brasil levanta a reação E.U. possível. Washington sempre vigilante quanto à presença do Irã na América Latina, que alguns senadores E.U. têm vindo a descrever como "infiltração" e nunca escondeu seu desagrado pela sua presença, mas ainda pode ser avaliada como pequena.

A entrada em cena no Brasil, uma potência enorme em todos os sentidos, muda completamente o mapa. Talvez por isso, as fontes brasileiras foram rápidos para avançar a visita de Ahmadinejad tem a aprovação expressa do presidente Barack Obama, o Brasil disposto a tentar abrir um canal de diálogo. Tudo corre o risco do lado brasileiro. O local escolhido para o lançamento como um mediador no internacional (não apenas da América Latina) é extraordinariamente difícil. E se o Irã não recebe assentimento, será mais fácil perguntar no futuro, que reduz o nível de tolerância demonstrada até agora com Teerã.


Extensos relacionamentos
- Venezuela e Irã assinaram mais de 100 acordos de cooperação. Teerão vai investir 2.700 milhões de euros no sector petrolífero.

- Bolívia. Ahmadinejad tem apoiado programas de saúde do presidente Morales e financiou a instalação de uma planta petroquímica. Bolívia move sua embaixada do Cairo para Teerã.

- Equador. O Irã foi dado um crédito de 80 milhões de euros.

- Nicarágua. Teerã tem financiado a construção de 10.000 habitações de baixa renda e projetos de energia diferentes.

- Brasil. Contas Irã por 28,7% das exportações brasileiras para o Oriente Médio. Além disso, 80% do comércio bilateral entre o Irã ea América Latina é entre Brasília e Teerã.

VÔO MISTERIOSO


Matéria: O desafio iraniano
Caracas-Damasco-Teerã, um vôo mais misterioso
Um Airbus controles de ligar as capitais Conviasa duas vezes por mês - o plano nunca será preenchido, ele é caro e não tem passageiros
MAYE PRIMEIRA - Caracas -- 23/11/2009



O Airbus 340, da companhia venezuelana, que cobre a rota Conviasa Caracas-Damasco-Teerã vem apenas dois sábados por mês e uma meia camarote vazio de hangares do Aeroporto Internacional Simón Bolívar. Não há controles. Embora os laços políticos entre os governos do Irã e da Venezuela, que tornou possível a realização deste voo directo em março de 2007, março de relações cada vez mais bons não são suficientes para encher a aeronave de 286 lugares.


O Irã é o apego a uma aliança com a América do Sul

Irã
PROFUNDIDADE
Capital: Teerã. Governo: Teocrático República. População: 65.875.224 (est. 2008)
Venezuela
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Capital: Caracas. Governo: República. População: 26.414.815 (est. 2008)

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Os bilhetes custam entre 1.500 e 3.000 euros, dependendo da estação

"Não é um vôo rentável é político", admite uma companhia aérea sênior
"Eu não costumo viajar mais de 140 passageiros em cada tempo. A maioria funcionários geralmente venezuelano, os imigrantes sírios e iranianos negócio ", diz um ex-membro da tripulação de voo que prefere permanecer anônimo. Somado a isso, como na alta temporada é de dezembro, o bilhete custa cerca de 3.000 euros, e em períodos de menor demanda nunca cai abaixo de 1.500 euros. Estes preços são proibitivos para a maioria dos venezuelanos.

No entanto, as reservas de escritório Conviasa argumenta que não há um assento livre em todos os vôos para o restante deste ano.

"Sem dúvida, este é um vôo para fins políticos não é um vôo não rentáveis. Desde que iniciou suas operações, a gestão comercial da companhia advertiu que geram enormes perdas. Para nós ele vai esta rota caro porque o avião é usado exclusivamente para isso ", disse um Conviasa sênior. Cada hora de vôo entre Caracas e Teerã tem o custo de Estado venezuelano, 9.500 a 12.000 euros. Qualquer outra companhia aérea que poderia tomar este vôo para fazer conexões para outros destinos custará € 6.500 por hora.

As empresas que, supostamente, manter a aeronave no ar, vai de mal a pior. E depois de dois anos de acúmulo de milhagem, o governo de Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad, vai decidir em Dezembro de 2009, antes do termo do acordo assinado em 2007, se não houver não-razões económicas para renovar a aliança e Conviasa Irã persa companhia aérea, que valem a pena a perda de milhares de dólares para cada lançamento.

Quando o acordo entrou em funcionamento, o voo Caracas-Damasco-Teerã estava saindo todas as tardes de sábado do Aeroporto Internacional de Maiquetía, e estava de volta na terça-feira de madrugada. Mas há um mês, os vôos começaram a ocorrer a cada duas semanas. Inicialmente, Iran Air operava a rota com um avião de propriedade de apenas dois meses depois, ele começou a usar o Airbus-owned Conviasa.

O percurso tem uma duração total de 16 horas: 14 horas de navegação entre Caracas e Damasco, e duas horas entre Damasco e Teerão. Somado a isso, há uma paragem entre 20 e 27 horas. As estimativas mais conservadoras indicam que o custo total de voo é 340.000 €, o que não superam, de longe, com a venda de bilhetes.

"Da Venezuela para a Síria, o vôo pode ser rentável, pois lá foi parar a uma centena de passageiros por voo, principalmente sírios que vivem há muitos anos na Venezuela. Mas entre Damasco e Teerão voar apenas entre 40 e 60 pessoas, não justificam, mesmo que move o avião ", acrescentou o chefe da companhia aérea venezuelana. Conviasa é a empresa criada em 2004 para substituir a defunta Viasa (liquidado em 1997) com a intenção de que a Venezuela poderia voltar a ter uma linha de bandeiras.

O transporte de mercadorias da Venezuela ao Irão ou vice-versa, não se justifica: o acordo assinado por Conviasa e Iran Air em 2007 não inclui um acordo de "carga", razão pela qual os pacotes maiores para ser transportado legalmente nesta rota são malas diplomáticas.

A viagem de duas horas entre Damasco e Teerã não só despertou as suspeitas da imprensa internacional, que especula sobre o transporte de urânio e de componentes militares em vôo Conviasa, mas desencadeou a preocupação da tripulação da companhia aérea.

Em www.conviasa8k.com página, criada pela empresa para exercer "controle social" e denunciando os infiltrados "revolucionário" no vôo, veio a receber mensagens anónimas cujos autores são identificados apenas como recepcionistas, pilotos e mecânicos a companhia aérea, que relatou, sem evidência de oferta, que a Damasco-Teerã perna foi transportado ilegalmente "material radioativo". O endereço na Internet foi fechado por causa dessas mensagens. Agora ele mostra um sinal que diz "Mover página", e refere-se ao site oficial da empresa, onde os usuários da Internet são recebidos com um belo slogan: "Conviasa ... o prazer de voar.

domingo, 22 de novembro de 2009

CIRURGIA DE OBESIDADE




Cirurgia de obesidade leva ex-gordinhas à separação
Mudança de parceiro é um dos efeitos colaterais da redução do estômago, cirurgia que ajudou 30 mil brasileiros a emagrecer só em 2008

NAIANA OSCAR, naiana.oscar@grupoestado.com.br

A história de Adriana começa no dia em que ela subiu na balança e se deu conta de que tinha conseguido sair da casa dos três dígitos. A professora de 37 anos que, quando menina, fugia das aulas de Educação Física com vergonha de se pesar, teve coragem de se encarar no espelho e achou que merecia um casamento melhor. Um ano depois de ter feito uma cirurgia para redução do estômago, Adriana experimentou um dos efeitos colaterais do emagrecimento radical: a separação.

Para especialistas que acompanham os obesos após o procedimento, a mudança de parceiro tem se tornado tão comum que começa a ser tema de estudo. “Essa é uma cirurgia que mexe com as relações humanas. A pessoa muda muito e se tiver um casamento mais ou menos ele vai acabar”, afirma a psicóloga e pesquisadora Eliane Ximenes, do Hospital das Clínicas de Pernambuco.

Este ano, Eliane fez um estudo de caso com 20 mulheres que deixaram de ser obesas depois da cirurgia bariátrica. Metade delas tinha se separado. O resultado da pesquisa, que dará origem a um levantamento mais detalhado, foi apresentado no Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica realizado este mês em São Paulo.

O estudo dá prioridade ao comportamento das mulheres, porque são elas, segundo a psicóloga, que passam pelas maiores transformações depois da redução do estômago. “A mulher não consegue conviver com essa infelicidade agora que está se sentindo bonita e independente. O homem costuma resolver isso mantendo um relacionamento paralelo.”

Adriana de Moraes fez a cirurgia em 2006. Em um ano passou dos 120 para os 80 quilos, peso considerado ideal para ela, que desde a infância conviveu com a obesidade. “Se eu consigo emagrecer, consigo tudo o que quiser nessa vida.” Deixou a escola onde deu aulas por mais de 15 anos e pediu o fim do casamento, que mantinha há tanto tempo quanto o emprego. “Mesmo sendo bem tratada, achava que merecia mais e queria um parceiro presente, que saísse comigo e me desse atenção.”

No ano passado, Adriana iniciou um novo relacionamento. Conheceu o atual marido pela internet.

Além da autoconfiança que chega com o emagrecimento, a mudança de rotina do casal pode contribuir para o fim do casamento. “Muda o menu, o tempo das refeições, os interesses. Se o companheiro não se adaptar, isso pode ser a gota d’água”, explica o psiquiatra Adriano Segal. Foi o que aconteceu com a nutricionista Cibele Regina Zalli, de 47 anos.

Com 60 quilos a menos, ela passou a trabalhar numa clínica de obesidade, tinha menos tempo para a casa, para o marido e queria aproveitar a vida. “Meu ritmo mudou.” Cibele engordou 45 quilos depois da primeira e única gravidez. Tentou a dieta da lua, do sol, do carboidrato, da sopa, e, como nada surtia efeito, se deu de presente a cirurgia em setembro de 2001. O divórcio veio três anos depois. “Comecei a aparecer e a me gostar. Passei a respeitar mais as minhas opiniões”, afirma. “Agora eu decido, eu faço, eu opino. Eu resolvo a minha vida.” Cibele está namorando e por enquanto não quer saber de casamento.