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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"GENHEIRO" LULA - ESPECIALISTA EM AERONÁUTICA E AFINS ...

Lula diz que preço não é fator determinante para escolha de caças

da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o preço dos 36 aviões-caças para renovar a frota da FAB (Força Aérea Brasileira) não é um fator determinante para sua escolha e que sua decisão vai levar em conta a soberania do país, inclusive a tecnológica.



"Essa questão do caça não é uma questão comercial comum, não é um acordo eminentemente econômico, vou comprar um porque é mais barato, estamos tentando mostrar para a sociedade brasileira que estamos discutindo a soberania do nosso país, inclusive a tecnológica. Obviamente, que entra a questão do custo e as propostas estão colocadas em cima da mesa e o ministro [Nelson] Jobim [Defesa] tem a determinação de fazer as discussões com quem deva fazer até que a gente construa uma coisa que vai caminhar para os finalmente", afirmou.

Lula negou que deixará para seu sucessor resolver o assunto. "Pode ser esse ano, obviamente que não posso deixar [para o próximo governo]. O governo passado já deixou para mim. Quando entrei em 2003 tinha que tomar essa decisão, mas acontece que eu tinha que escolher ou combater a fome ou comprar avião e eu preferi combater a fome no país. Por isso, que não dei prioridade", disse.

A Aeronáutica entregou na semana passada o relatório final com avaliação técnica e manteve o ranking antecipado pela Folha para a compra dos 36 caças por até R$ 10 bilhões: o Gripen NG em primeiro lugar, o F-18 da Boeing norte-americana, em segundo, e o Rafale, da Dassault francesa, em terceiro.

O francês é o preferido de Jobim e de Lula, que defendem negócio com a França porque o país é seu "parceiro estratégico", com o qual assinou grande acordo militar em 2009.


Lula disse ainda que está preocupado em fazer o melhor negócio porque o país alcançou outro patamar.

"Mas agora o Brasil ganhou outro perfil. Além da Amazônia poderosa, com relevância no mundo pela questão climática, temos a nossa amazônia azul: são 8.000 quilômetros de costa marítima e ainda com o pré-sal lá dentro. Portanto, aumenta muito a nossa responsabilidade para cuidar dos interesses nacionais. Agora, queremos nos transformar em uma nação grande economicamente, tecnologicamente e em uma nação que tenha no âmbito da defesa o tamanho da própria importância da nação brasileira. É assim que a gente vai agir", disse.

O presidente reafirmou que ele dará a palavra final, mas sugeriu que pode ouvir o Conselho de Defesa Nacional e o Congresso.

"Vou contar uma coisa: o único que ficou em silêncio até agora foi eu. E fiquei em silêncio porque sou eu quem tenho o poder de decidir e quem tem esse poder tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode. Portanto, disse ao ministro da Defesa que ele vai apresentar um relatório e que a partir disso tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de provocar um debate no Congresso Nacional", afirmou.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

JOBIM, O GROSSO




Certa tarde, há alguns anos, dois carros andavam em sentido contrário numa estrada poeirenta, derraparam numa curva ao mesmo tempo e bateram de frente no meio da pista. Os dois motoristas, que quase não se machucaram, gritavam um com o outro, ameaçando trocar socos e sabe-se lá mais o quê. Uma amiga minha, dessas duronas, saiu enfezada de um terceiro carro, deu uma bronca num motorista, deu uma bronca no outro e mandou todo mundo pra casa. Cada um que arcasse com o seu prejuízo. Resolvida a questão, ela entrou no seu carro e foi-se embora.

Toda vez que vejo o ministro Nelson Jobim (Defesa) metido numa confusão no governo, me lembro dessa história. Jobim é como aquela minha amiga durona: não quer saber de lero-lero, quer saber de solução.

Tem caos aéreo e ninguém se entende? Ele vai lá, troca todo mundo e a coisa anda. Tarso Genro dá uma das suas e os milicos ficam em pé de guerra? Jobim vai lá, dá um tranco e todo mundo se aquieta. A área econômica ameaça cortar o aumento dos soldos, e oficiais de todas as Forças se arrepiam? Jobim acerta tudo com Lula e pacifica a turma.

Supremo e Abin se estranham por causa de inquéritos do pode-tudo? Jobim vai lá, alerta Lula e a coisa esfria. Lula e Amorim se precipitam e anunciam a vitória dos franceses num processo de seleção ainda em curso? Lá vai Jobim acalmar os brigadeiros e os concorrentes. Como? Dando o dito pelo não dito, reescrevendo o que estava escrito. Assim, curto e grosso.

Metade do governo torce o nariz para o ministro da Defesa, que não é do PT, não é da turma, não fica maquinando nem arranjando fantasmas e inimigos onde não há. Mas, para Lula, Jobim é uma mão na roda. Enquanto Lula é daqueles que gostam de negociar e de empurrar com a barriga, Jobim é o oposto: não tem medo, gosta de decidir tudo logo, rápido.

Foi assim que ele entrou no governo, aliás. O caos aéreo corria solto já havia um ano, com pilotos estressados, controladores fora de controle, as empresas aéreas pintando e bordando, multidões de usuários jogados durante horas nos aeroportos, uma situação obviamente de risco. E Lula fingia que não era com ele. Jobim entrou e botou ordem na bagunça. Trocou a Anac inteira, mudou a direção e botou pra fora as dezenas de apadrinhados da Infraero, respaldou a hierarquia da Aeronáutica e deu um basta nas companhias aéreas. Cadê o caos aéreo? Evaporou.

Ele também capitaneou a Estratégia Nacional de Defesa, elaborou a nova lei da Defesa que está no Congresso, assumiu os riscos do negócio bilionário com a França para a compra e construção de submarinos convencionais, submarinos de propulsão nuclear e helicópteros e retomou o programa FX, de renovação da frota da FAB.

O problema é que Lula é voluntarista de um jeito, Jobim é de outro --turrão, mandão. E isso está muito claro neste momento, quando a FAB --que é quem entende do riscado-- faz um trabalho super-detalhado, de 30 mil páginas, sobre o melhor pacote dos caças supersônicos para o Brasil e o presidente e o ministro resistem a ver, ler, considerar. Em vez de resolver, desta vez Jobim corre o risco de atrapalhar.

Gostem ou não gostem, até aqui Lula deve muito mais a Jobim do que ele a Lula. Por isso, o ministro não tem o direito de errar justamente agora. Seria como atravessar o Atlântico inteiro a nado para morrer na praia.


Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

E-mail: elianec@uol.com.br


COMENTÁRIOS:-

VAMOS VER QUAL "PORRETE" O GROSSO VAI USAR, SE É A INTELIGÊNCIA OU A SUBMISSÃO AOS INTERESSES, UM TANTO EXTRANHOS, DESTA LOUCURA, DESTE AMOR BANDIDO DO LULA PELO SARKOZY., ALGUMA COISA, ACIMA DE NOSSOS CHAPÉUS, EXISTE NESTE " CÉU DE BRIGADEIRO".
ESPEREM PARA VER!
ARVÃO

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

JOBIM COM RECEIOS DOS FRANCESES


Jobim admite que perdedores da disputa para fornecer caças podem retaliar Brasil

Folha Online

Em entrevista para a colunista Eliane Cantanhêde, da Folha , o ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu a hipótese de o Brasil sofrer retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB (Força Aérea Brasileira). Participam da disputa a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab --com os modelos F/A-18 Super Hornet, Rafale e NG Gripen, respectivamente.

Na entrevista, ele avisa que o Brasil tem de estar preparado para as possíveis retaliações políticas. "Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois", disse ele à Folha.

Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica porque "a transferência de tecnologia passou a ser prioridade".

Ele afirma que a escolha do vencedor será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve anunciar a decisão em janeiro. "O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha."

COMENTÁRIOS


Marcos Carneiro (48) 28/12/2009 19h55
A declaração do ministro nada mais é do que a oficialização da escolha pessoal do Luiz Inácio, pelo avião do "Sarko" já preparando o país para as "retaliações" que teremos do nosso parceiro do norte. Tudo nesse governo é feito dessa forma, jogam a farofa no ventilador (se fosse o presidente jogaria outra coisa) e esperam pelo resultado... Como nós brasileiros somos de certa forma coniventes em nossa grande maioria, agüentamos tudo sem dizer uma palavra. O Luiz Inácio manda e desmanda a seu bel-prazer. Não creio que haja uma mudança do que aí está desenhado, mas escolher para um contrato de longo prazo um avião de quarta geração parece babaquice, e transformar a decisão numa escolha meramente política nessa área é extrema burrice, principalmente quando se anda de mãos dadas com a escória mundial do "antidemocratismo" (leia-se Chávez, Ahmadinejad), que está fazendo com que as grandes nações do mundo nos olhem com outros olhos. O mais grave de tudo é que o ministro mandou a aeronáutica mudar as especificações do processo de "escolha técnica", o que é o primordial em concorrências dessa natureza porque compra-se o melhor, para tornar prioritário a transferência de tecnologia. O que limitará essa transferência de tecnologia? Até que ponto a França transferirá em sua plenitude a tal tecnologia. Em minha opinião isso tudo é balela... Quem é que vai transferir seus segredos a terceiros? Só mesmo o time palaciano para tentar nos fazer entender dessa forma.


ARVÃO

"Aposentou-se do Supremo Tribunal Federal do Brasil voluntariamente pouco antes do término de seu mandato de presidente da corte. Especula-se que o motivo de sua aposentadoria precoce teria sido a possível candidatura ao cargo de vice-presidente da República juntamente com o presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que não ocorreu." - WIKIPÉDIA