Goleiro Bruno e “Macarrão” denunciados por sequestro e lesão corporal
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou, hoje (07/07), o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, do Flamengo, e o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão”, pelos crimes de sequestro/cárcere privado e de lesão corporal. A denúncia, acompanhada de pedido de prisão preventiva contra ambos, foi subscrita pelo Promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça, da 17ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos. Segundo o Promotor, em outubro de 2009 os dois sequestraram Elisa Silva Samudio, que estava grávida, e tentaram forçá-la a abortar.
Se a denúncia for recebida pelo Juízo da Vara Criminal de Jacarepaguá, Bruno e “Macarrão” responderão a ação penal. Pelo crime de sequestro e cárcere privado, agravado pelos maus-tratos cometidos contra a vítima, eles podem ser condenados a dois e a oito anos de reclusão. Se forem condenados por lesão corporal, a pena será de três meses a um ano.
Na manhã de hoje, a Justiça decretou, a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a prisão temporária de Bruno e “Macarrão”, por cinco dias. A medida foi tomada em função da suspeita de envolvimento deles no desaparecimento da mulher, ocorrido no início do mês de junho. O pedido de prisão temporária foi subscrito pelo Coordenador da 1ª Central de Inquéritos do MPRJ, Promotor de Justiça Homero das Neves Freitas Filho, no fim da noite de ontem (06/07).
A denúncia relata que Elisa estava grávida de cinco meses do filho cuja paternidade é atribuída a Bruno. No dia 13 de outubro, por volta das 2h, o goleiro a atraiu para o interior de seu carro, em Jacarepaguá. Ao entrar no veículo, ela foi surpreendida por “Macarrão” e outros dois homens não identificados.
Tendo se recusado a fazer o aborto, Elisa foi sequestrada e passou a ser agredida pelos quatro. Ainda no carro, Bruno deu tapas no rosto da mulher, o que resultou em lesões corporais descritas em laudo do Instituto Médico Legal. Ele também apontou uma arma de fogo para Elisa, enquanto os demais a ofendiam, ameaçavam de morte, maltratavam e a impediam de desembarcar.
Por volta das 3h30, os dois denunciados e os dois outros suspeitos levaram Eliza para a casa de Bruno, na Barra, onde a forçaram a ingerir um líquido e comprimidos com substâncias que entendiam ser abortivas.
“A vítima foi mantida no local, contra a vontade, até o dia seguinte, quando os denunciados, acreditando que o aborto logo se realizaria, liberaram-na. Ocorre que as substâncias que lhe foram ministradas não eram aptas a produzir o resultado”, ressalta a denúncia. E acrescenta: “Durante todo o tempo em que detiveram a vítima, os denunciados e os outros dois elementos fizeram várias ameaças e ofensas, causando-lhe sofrimento moral.”
Os crimes foram investigados pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). As investigações prosseguirão, visando a identificar os outros dois agentes. O MP pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos aparelhos utilizados por Bruno e “Macarrão” nos dias 12 e 13 de outubro. E, ainda, requisitou cópia dos depoimentos colhidos em Contagem (MG) e na Divisão de Homicídios do Rio sobre o desaparecimento de Elisa.
“Os elementos dos autos demonstram que o primeiro denunciado tem personalidade distorcida, sempre agindo com brutalidade e acompanhado de seguranças. Inclusive, todos nós sabemos das declarações dadas pelo denunciado nos jornais, indicando que se trata de pessoa que não se importa em utilizar de violência física, principalmente contra mulheres”, assinala o Promotor no pedido de prisão preventiva.







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