quarta-feira, 5 de maio de 2010

PROCURADORA RECALCADA AGRIDE CRIANÇA DE 2 ANOS NO RJ - SEITA SATÂNICA

POLÍCIA


Denúncia do Ministério Público contra procuradora
aposentada menciona seita satânica

Depoimento de voluntária do Conselho Tutelar diz que mulher pretendia sacrificar criança
Do R7, no Rio


Wilton Júnior/Agência EstadoFoto por Wilton Júnior/Agência Estado
Denúncia do Ministério Público tem relato sobre suposto envolvimento da procuradora aposentada com ritual de magia negra

A procuradora aposentada Vera Lucia de Sant’anna está sendo investigada por envolvimento com magia negra. Na denúncia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a mulher, suspeita de agredir uma menina de dois anos (que pretendia adotar), consta, entre outras afirmações, que Vera Lucia pode fazer parte de uma seita satânica que teria por objetivo sacrificar a menina.

A suspeita parte do depoimento não identificado de uma voluntária do Conselho Tutelar que acompanhou alguns dos relatos de ex-empregados da promotora aposentada. O Ministério Público classifica o relato da voluntária como “assustador” e transcreve o seguinte trecho:

"(...) o que desejo expor aqui é a minha visão, observação do ocorrido e pude ter a convicção da Sra. Vera Lucia pertencer a religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o sacrifício da criança. Sei que isso parece um absurdo, mas (…) a Sra. Vera Lucia possuía muitos vudus e bonecos com rostos desfigurados. A presença de duas pessoas na casa era constante, entre elas a de cabeça raspada me alertou por ser mulher e este ato é praticado aos que fazem parte deste ritual (...) Na mesa haviam cartas e um punhal, que neste ritual significa: sacrifício, morte. Creio que T. foi escolhida para ser oferecida em sacrifício a esta seita. A intenção da Sra. Vera era de matar a criança, rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a criança não podia ter contato com a água’."

Outra acusação, feita com base em depoimentos de ex-empregadas de Vera Lúcia, é de que ela mantinha a criança trancada em um quarto durante todo o dia, proibindo qualquer pessoa de manter contato físico ou verbal com a menina.

Pelos supostos maus-tratos, Vera Lúcia foi denunciada por tortura na terça-feira (4) e teve a prisão preventiva pedida à Justiça.

Na semana passada, em depoimento à Polícia Civil, a procuradora aposentada negou as acusações, disse que amava a criança e que só a chamou de "cachorrinha", porque gostava desses animais. Nesta manhã, a reportagem do R7 tentou por várias vezes falar com o advogado da procuradora aposenta, mas até a publicação desta notícia não obteve retorno.

A denúncia descreve ainda que a criança está muito abalada. Nesta terça, a menina chorou muito e se recusou a conversar com um psicólogo da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), que pretendia coletar o depoimento dela sobre o caso.

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