
Agência Brasil
Após a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de determinar a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), o diretor da Polícia Federal ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informando que havia feito uma acordo para que o governador se entregasse.
Na mesma ligação, Lula reforçou a recomendação de tratar o assunto com muito cuidado e respeito.
De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, não houve ligações de integrantes do governo Arruda para funcionários da Presidência da República. Diante da decisão de prisão do governador, o Planalto preferiu tratar o assunto com sobriedade.
O presidente demonstrou a preocupação do Planalto em adotar uma postura de deixar a apuração dos fatos para a Justiça. De acordo com a fonte, Lula disse que ninguém está feliz com o que está acontecendo e que "não convém tripudiar em cima da desgraça alheia".
O Palácio Planalto evitou falar sobre a possibilidade de intervenção no governo do Distrito Federal. "Ele não discutiu esse assunto até porque o governador ainda é Arruda", disse um interlocutor próximo ao presidente Lula.
Ele disse ainda que Lula lamentou que o escândalo no Distrito Federal tenha ocorrido justamente quando Brasília completa 50 anos.
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