Nomeado novo presidente em Honduras
Roberto Micheletti, presidente do Congresso, entrou no lugar de Manuel Zelaya, expulso depois de uma ação militar
Redação Época
Os poderes Judiciário e Legislativo de Honduras nomearam neste domingo (28) Roberto Micheletti, presidente do Congresso, o novo presidente do país. A nomeação aconteceu pouco depois da deposição, pelo poder Legislativo, do presidente eleito, Manuel Zelaya, que foi forçado a tomar um voo para a Costa Rica por militares.
Jose Alberto Saavedra, secretário do Congresso de Honduras, chegou a afirmar que Zelaya havia renunciado por "problemas de saúde", mas o próprio presidente deposto negou a versão em entrevista à rede de TV americana CNN. O poder Judiciário, contudo, confirmou a ação militar e defendeu sua legalidade.
Na ausência do presidente e do vice - Elvin Santos renunciou ao cargo em 2008 para candidatar-se à presidência este ano -, a Constituição do país concede o cargo ao presidente do Parlamento. O Congresso anunciou que Micheletti deve ocupar a presidência até o período legal estabelecido: janeiro de 2010.
A saída de Zelaya foi aprovada por unamidade por deputador hondurenhos, que alegaram que o presidente tinha uma "conduta irregular" e violava "a Constituição e as leis" do país. A expulsão de Zelaya de seu próprio país aconteceu pouco antes do início da consulta popular que havia sido considerada ilegal pelo Parlamento e pela Suprema Corte do país. A principal acusação da oposição é de que Zelaya tentava criar uma nova Assembleia Constituinte para aprovar o direito à reeleição, hoje negado pela Constituição do país.
Da Costa Rica, Zelaya disse que foi vítima de um "sequestro brutal" por parte de um "grupo de militares".
Repercussão internacional
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, condenou, em comunicado, "o golpe que um grupo de militares" contra Manuel Zelaya. Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos também condenaram a ação.
O Itamaraty "condenou veementemente" a destituição de Manuel Zelaya do poder. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", disse em nota o Ministério das Relações Exteriores. O comunicado também pede que o presidente eleito seja "imediata e incondicionalmente reposto em suas funções".
O presidente americano, Barack Obama, disse estar "profundamente consternado" com a situação dzHonduras e pediu que "todos os atores políticos e sociais respeitem as normas democráticas, o império da lei e os fundamentos da Carta Democrática Interamericana".
ARVÃO | SP / São José dos Campos | 29/06/2009 13:28
DUVIDO, COMO DUVIDO!!!
Senhores, duvido que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, volte ao seu antigo posto... então, quero ver a cara do Lula, Chaves, Obama e outros mais.. Será que é o inicio da 3ª guerra mundial, começando o entrevero entre a Venezuela de Chaves e Honduras dos militares insatisfeitos? Vamos esperar... mas que duvido, duvido.
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